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Operação Global Chain: PJ prende 3 suspeitos em ação da Europol com 1.024 detidos em 59 países e 2.070 vítimas

Dois policiais em reunião com mapas e dados em telas digitais ao fundo, indicando um centro de comando.

Prisões e vítimas identificadas em Portugal

A Polícia Judiciária (PJ) prendeu três suspeitos - dois brasileiros e um português - e localizou oito vítimas no âmbito de uma ofensiva internacional contra o tráfico de pessoas e a exploração sexual, que resultou em mais de mil detidos em 59 países. De acordo com a Europol, os suspeitos teriam participado no aliciamento ilegal de mulheres brasileiras para trabalharem em casas de massagem e, depois, serem forçadas à prostituição em uma boate.

Operação internacional "Global Chain" e principais resultados

A operação internacional "Global Chain", sob coordenação da Europol, da Frontex e da Interpol, ocorreu entre 8 e 12 de junho e foi realizada "em simultâneo, em 59 países, na qual foram identificadas 2.070 vítimas e detidos 1.024 suspeitos, dos quais 334 pela prática do crime de tráfico de seres humanos", conforme informou a PJ em comunicado divulgado hoje.

Segundo o mesmo comunicado, "os resultados das investigações indicam que a esmagadora maioria das vítimas é do sexo feminino e adulta, sendo explorada, sobretudo, para fins de exploração sexual (88%). Os restantes casos dizem respeito a trabalho forçado (9%), mendicidade forçada (2%) e criminalidade forçada (1%)".

No balanço global, a ação contabilizou 1.024 detidos (334 por tráfico de seres humanos e 690 por outros crimes), identificou 2070 vítimas e potenciais vítimas (1908 adultos e 162 menores), apurou 201 suspeitos adicionais, deu início a 465 novas investigações e detectou 80 situações de fraude documental.

A PJ também destacou que "a exploração de vítimas menores está, maioritariamente, associada à mendicidade forçada e à prática de atividades criminosas, como o furto por carteirista. Em muitos destes casos, a proteção das vítimas revela-se particularmente difícil, uma vez que estas são, frequentemente, exploradas por membros da própria família".

Países de origem, recursos mobilizados e coordenação

Ao todo, a operação envolveu mais de 40 mil agentes, incluindo 718 em Portugal, de forças e serviços de segurança, inspeções do trabalho e autoridades fiscais e aduaneiras.

Ainda segundo o comunicado, "foram identificadas potenciais vítimas provenientes de 45 países, sendo a maioria oriunda da Colômbia, Argentina, Venezuela, Nepal e Moldávia. Muitas foram traficadas através de fronteiras nacionais e, até, entre continentes, evidenciando a dimensão global das redes de tráfico de seres humanos".

Durante a operação, foram fiscalizadas 565.470 pessoas; 360.317 documentos; 140.737 veículos; 20.342 locais; e 6.133 voos e embarcações.

A "Global Chain" contou com dois centros de coordenação: um em Skopje, capital da Macedônia do Norte, responsável por articular as operações na Europa, Ásia e África; e outro no Rio de Janeiro, no Brasil, que apoiou as ações no continente americano. A Europol enviou especialistas em tráfico de seres humanos para ambos os centros, "assegurando a ligação entre as operações desenvolvidas nos diferentes continentes e a coordenação das ações simultâneas dirigidas contra redes de criminalidade organizada".

Por fim, a PJ afirmou que "cada país participante realizou operações direcionadas no respectivo território e partilhou informação criminal de forma célere através dos centros de coordenação de Skopje e do Rio de Janeiro. Esta abordagem integrada, multinacional e multidisciplinar revelou-se determinante para o desmantelamento das redes criminosas e para a identificação e proteção das vítimas".

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