Pular para o conteúdo

YouTube Premium dispara, e a publicidade no YouTube segue como grande fonte de receita para o Google

Homem trabalhando em escritório com laptop, celular em chamada de vídeo e monitor grande exibindo gráficos coloridos.

O total de assinantes do YouTube Premium está subindo rapidamente, enquanto a publicidade no YouTube segue como uma das principais fontes de receita do Google.

Para convencer quem não quer ver anúncios a migrar para um plano pago, o YouTube tenta com frequência impedir o funcionamento de bloqueadores de publicidade. No ano passado, por exemplo, usuários relataram que a plataforma exibia uma tela preta quando detectava um adblocker instalado, como forma de pressionar a pessoa a desativar o software ou assinar o Premium. Aos poucos, essa estratégia parece estar dando resultado: os números mais recentes do trimestre divulgados pelo Google apontam que a base do YouTube Premium está crescendo de forma acelerada.

De acordo com Sundar Pichai, as assinaturas oferecidas pelo Google agora somam mais de 350 milhões de assinantes pagantes, com avanço expressivo dos planos do YouTube e do Google One. E não para por aí: ainda segundo o CEO, o YouTube Music e sua oferta Premium registraram seu maior aumento trimestral no total de assinantes fora do período de teste, tanto no mundo quanto nos Estados Unidos, desde o lançamento do YouTube Premium em junho de 2018.

Além disso, conforme declarado por Philipp Schindler, diretor comercial do Google, em fala repercutida pela CNBC, o crescimento de assinaturas no YouTube agora supera o crescimento das receitas de publicidade. Mesmo assim, anúncios continuam sendo uma verdadeira máquina de dinheiro para a plataforma: no primeiro trimestre, a publicidade do YouTube gerou mais de 9,8 bilhões de dólares, contra 8,9 bilhões de dólares no mesmo período de 2025.

YouTube sobrevive ao TikTok, Google sobrevive ao ChatGPT

Ao que tudo indica, o TikTok deixou de representar uma ameaça relevante ao YouTube. O formato YouTube Shorts - inspirado nos vídeos verticais do concorrente - vem performando muito bem. “Desde março, alcançamos um novo marco importante: mais de 10 milhões de canais agora publicam Shorts todos os dias. Esse nível de atividade diária mostra o entusiasmo do público por esse conteúdo e os esforços que fizemos para simplificar a vida dos criadores”, afirma Sundar Pichai.

O principal produto do Google, o seu mecanismo de busca, também segue em ótima fase, apesar da pressão do ChatGPT e de outros chatbots. Segundo o CEO da empresa de Mountain View, “o número de pesquisas atinge um nível recorde.” Esse maior engajamento é atribuído aos recursos de IA incorporados ao Google Search, que ajudam a entregar respostas diretas às perguntas dos usuários.

No geral, o Google apresenta resultados muito fortes, com crescimento de 22% na receita, que chegou a 109,9 bilhões de dólares. Já a divisão Google Cloud, impulsionada pela explosão da demanda por inteligência artificial, teve alta de 63% na receita, alcançando 20 bilhões de dólares.

O que achamos

O bom desempenho do Google ajuda a sustentar os investimentos pesados em IA, já que eles vêm impactando os resultados do grupo. Para este ano, a Alphabet (controladora do Google) projeta despesas de investimento entre 180 e 190 bilhões de dólares.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário