A gente testou o Poco X8 Pro Max, um smartphone parrudo pensado para jogos no celular. Mas será que só isso já faz dele um bom aparelho no geral?
Um novo desafiante entrou no ringue. A Xiaomi aparentemente achou que ainda cabia mais um modelo no portefólio e colocou no mercado o Poco X8 Pro Max - uma versão do X8 Pro “turbinada”.
Este intermediário mira quem prioriza rapidez e potência do SoC e quer jogar sem precisar gastar um salário mínimo num aparelho com o Snapdragon mais badalado do momento. Com o chip Dimensity 9500s da MediaTek (não confundir com o Dimensity 9500 do Oppo Find X9 Pro) e uma bateria enorme de 8500 mAh, o Poco X8 Pro Max promete sessões longas de gaming.
Só que, na mesma faixa de preço, há concorrentes de peso. Para conquistar espaço, ele precisa mostrar que não decepciona nos outros pontos. Será que consegue? É o que você confere a seguir.
Poco X8 Pro Max 12/256 GB pelo melhor preço
Preço de base: 529 €
| Loja | Desconto | Preço | Ação |
|---|---|---|---|
| Amazon | -19% | 429 € | Consultar oferta |
| Rakuten | -19% | 429 € | Consultar oferta |
| Xiaomi | -19% | 429 € | Consultar oferta |
Ver mais ofertas
Preço e disponibilidade do Poco X8 Pro Max
O Poco X8 Pro Max já está à venda no site oficial da Xiaomi. Embora o preço sugerido seja de 533 euros na versão com 256 GB e de 583 euros com 512 GB, é bem provável que ele raramente seja encontrado por esses valores. Neste momento, com a oferta de lançamento, sai por 430 euros ou 470 euros, conforme a capacidade.
Foram anunciadas três cores: preto, branco e azul.
O que gostamos no Poco X8 Pro Max
Potência em jogos
O Dimensity 9500s usa a mesma base de configuração do 9400+ do Xiaomi 15T Pro. Ele é fabricado em 3 nm pela TSMC e traz a GPU Mali-G925 Immortalis MC11. O conjunto ainda vem com 12 GB de RAM LPDDR5X e armazenamento UFS 4.1.
Na prática, não é só “ficha técnica para entusiasta”: o comportamento no dia a dia confirma o discurso da Xiaomi. O Poco X8 Max é muito fluido, com animações bem trabalhadas que ajudam a aproveitar a experiência. O CPU não dá sinais de fraqueza, mesmo com edição de fotos ou uma montagem de vídeo leve. E isso também vale nos games: tudo roda sem engasgos ou quedas de frames. Títulos leves e bem otimizados como Asphalt e Genshin Impact entregam a renderização de imagens sem esforço, enquanto o Fortnite mantém 60 FPS estáveis mesmo com tudo no máximo. Para chegar a 90 ou 120 FPS, é preciso reduzir um pouco os gráficos - algo que interessa mais a jogadores realmente exigentes. Mesmo em sessões longas, o aquecimento fica sob controlo, o que permite ao chip manter o desempenho sem chamar atenção.
Bateria gigante
Poucos smartphones podem dizer que têm uma bateria de 8500 mAh. Ainda assim, graças à tecnologia de silício-carbono, o Poco X8 Pro Max consegue chegar a essa capacidade num desenho “tradicional”. No uso real, dá para passar dois dias inteiros sem ficar preocupado com consumo. Foto, vídeo, jogos, navegação GPS… este Poco aguenta os usos mais pesados e, mesmo assim, costuma terminar o dia com mais de 50% de carga. É um conforto raro. Se você segurar um pouco a onda, ainda dá para pensar num terceiro dia.
Some a isso o carregamento rápido de 100 W. A Xiaomi faz questão de destacar o HyperCharge, mas a porta USB também aceita 100 W PPS (Power Delivery), um padrão universal presente na maioria dos carregadores de terceiros. Vale lembrar: não vem carregador na caixa, então será necessário comprar à parte. Além disso, ele não tem carregamento sem fio, o que pode ser limitador para algumas pessoas.
E, se isso ainda não bastar, o Poco X8 Pro Max também funciona como “power bank”, com carregamento inverso de 27 W. Ou seja: dá para recarregar um Galaxy S26 na velocidade máxima ao ligar o cabo no seu smartphone.
Design bem resolvido e com boa resistência
Neste modelo, a Xiaomi não tenta reinventar nada e aposta num visual bem “padrão” para 2026. Em resumo, o Poco X8 Pro Max lembra um iPhone 17, mas com as dimensões de um iPhone 17 Pro Max, e pesa 218 gramas. É grande e relativamente pesado - mas isso faz parte da proposta. Se você quer tela grande e bateria capaz de aguentar horas de jogo, esse é um pré-requisito sine qua non.
A traseira tem acabamento fosco, com uma faixa vertical um pouco mais brilhante. Na cor branca, isso cria um efeito quase perolado: bonito e discreto. Mais discreto ainda é o conjunto das câmaras, já que as duas lentes são contornadas por um anel de LEDs. Quando apagados, eles praticamente somem; ligados, podem indicar o estado de carga enquanto o telefone está na tomada ou sinalizar chamadas e notificações quando ele está virado para baixo. É um detalhe que adiciona personalidade.
A durabilidade também foi considerada: com Gorilla Glass 7i no ecrã e certificação IP68, a promessa é de resistência a riscos, impactos, poeira e água - dentro do esperado, já que não se trata de um aparelho “reforçado”.
Uma boa tela, mas com ângulos de visão um pouco marcados
Na frente, há um painel AMOLED de 6,83 polegadas com definição 1,5K (2772 x 1280 pixels) e taxa de atualização de até 120 Hz. Por padrão, a gestão não é muito refinada: se a tela inicial está animada, ele fica a 120 Hz; se fica parada por mais de três segundos, cai para 60 FPS. Depois, cada aplicação tem o seu próprio framerate, em 60 ou 120. Apesar de simples, isso não atrapalha com uma bateria desse tamanho e permite aproveitar bem o painel.
Com brilho anunciado de 3500 nits, o Poco X8 Pro Max não fica para trás frente aos rivais. Dá para usar em sol forte sem medo de não enxergar - só não esqueça o protetor solar, porque você é mais frágil do que o smartphone.
Como em praticamente todos os smartphones atuais, dá para ajustar a reprodução de cores nas configurações do sistema, escolhendo entre um perfil mais “vivo” ou mais “natural”. Ainda assim, há um detalhe: com inclinação de 45°, as cores ficam mais escuras e menos fiéis. É algo leve e pouco incômodo no dia a dia, desde que você não trabalhe com ficheiros que exijam precisão absoluta - mas um olhar treinado vai notar.
O que gostamos menos
Câmaras apenas razoáveis para redes sociais
Não é preciso ser especialista para perceber que a qualidade de foto do Poco X8 Pro Max não impressiona. Para uso ocasional e para postar stories no Instagram, dá conta do recado; se a expectativa for maior, a frustração é provável.
Vamos à configuração. A câmara principal usa o sensor Light Fusion 600 de 50 Mpx (1/1.95”, 1,6 µm) com lente 6P estabilizada e abertura f/1.5. Já a ultra grande-angular é um SmartSens SC821CS (1/4”, 1,12 µm) com abertura f/2.2. O primeiro problema aparece aqui: não há teleobjetiva, então o zoom depende de recorte na imagem e fica inevitavelmente mais limitado do que num Nothing Phone 4a, por exemplo.
No sensor principal, uma olhada rápida mostra aquele padrão de intermediário: bom de dia e com perda de nitidez à noite, mas ainda aceitável. É ao ampliar e analisar detalhes que aparecem os pontos fracos. Na foto do prédio, mesmo a 50 ISO, dá para ver granulação no céu, e linhas retas acabam “vazando” um pouco. No zoom x2 (crop do sensor), o veredito é parecido: na imagem do Méliès, as letras das placas não ficam nítidas e dá para notar um efeito de ghosting em alguns trechos. Mesmo em pleno dia, alvos em movimento - como pombos - viram formas mais abstratas, e fica difícil separar com precisão onde termina uma ave e começa a outra.
À noite, os movimentos não ficam só arrastados: frequentemente saem totalmente borrados. E luzes fortes criam halos que “estouram” e se espalham por uma área considerável. Aqui e ali, também surgem artefactos, como no céu noturno da foto do anel viário.
Por fim, na ultra grande-angular, nem com boas condições o resultado convence. Na banca do florista, alguns ramos acabam virando uma massa colorida sem forma definida, enquanto os elementos nas extremidades tendem a sofrer deformação. E, quando a luz diminui, o desfoque e o ruído digital dominam, com rostos perdendo tanta definição que ficam irreconhecíveis.
Em outras palavras: o Poco X8 Pro Max não é um “cameraphone”. Se isso é prioridade, faz mais sentido olhar para Nothing, Google ou Samsung.
O que não queríamos mais ver
A interface da Xiaomi continua carregada
Eu morrerei nesta colina, se for preciso, mas vou continuar repetindo ad nauseam que o software dos smartphones da Xiaomi é um escândalo. Aqui, ele vem com Android 16, patch de segurança recente e HyperOS 3. No papel, soa muito bem.
Dá até para listar várias qualidades: fluidez, muitas opções de personalização e funções bem sacadas (como o controlo dos LEDs ao redor das lentes ou a “cópia” da Dynamic Island da Apple). Só que tudo isso perde força por causa do excesso de apps pré-instaladas. Elas são numerosas demais, muitas vezes repetem o que já existe no Google (navegador Mi, App Mall, galeria, gestor de ficheiros… já temos), ou simplesmente são fracas. Nem as polêmicas em torno do Temu levaram a Xiaomi a remover a aplicação, e os jogos que já vêm instalados nem valem a atenção - até para passar tempo no banheiro, é mais fácil achar opções muito melhores com dois cliques na Play Store.
Para piorar, as notificações constantes do App Mall e do leitor de vídeo (apps nativas da Xiaomi) são sufocantes e não deveriam existir num sistema operativo “limpo”.
Nossa opinião sobre o Poco X8 Pro Max
O Poco X8 Pro Max tem tudo para ser uma recomendação possível, especialmente para quem gosta de jogar títulos pesados sem precisar ter uma conversa desagradável com o banco. A bateria é um argumento enorme, já que sustenta dois dias seguidos sem que você precise pensar no uso. Isso é raro o bastante para merecer destaque.
Por outro lado, os problemas são severos demais para ele brilhar numa faixa de preço tão disputada. As câmaras são fracas e o software continua tão desagradável quanto sempre. Considerando quantos smartphones excelentes custam o mesmo, fica difícil indicar este Poco “de olhos fechados” para usos além do gaming (e mesmo aí, depende).
Poco X8 Pro Max 12/256 GB pelo melhor preço
Preço de base: 529 €
| Loja | Desconto | Preço | Ação |
|---|---|---|---|
| Amazon | -19% | 429 € | Consultar oferta |
| Rakuten | -19% | 429 € | Consultar oferta |
| Xiaomi | -19% | 429 € | Consultar oferta |
Ver mais ofertas
Poco X8 Pro Max
533 €
Nota geral: 7.4
| Categoria | Nota |
|---|---|
| Design e ergonomia | 8.5/10 |
| Tela | 7.5/10 |
| Desempenho e interface | 7.0/10 |
| Autonomia e carregamento | 8.5/10 |
| Foto | 5.5/10 |
Gostamos
- Boa potência para jogar
- Autonomia longa
- Design pensado para durar
- Tela bem luminosa
Gostamos menos
- Interface carregada
- Sem carregamento sem fio
- Fotos abaixo do esperado
Ver o Poco X8 Pro Max
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário