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F-35B do USMC operam a partir de rodovias na Finlândia sob o conceito ACE
Pela primeira vez desde a entrada em serviço da plataforma, o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (USMC) informou que seus caças F-35B realizaram operações a partir de rodovias na Finlândia. O objetivo foi evidenciar a capacidade de desdobrar aeronaves no âmbito do conceito de Agile Combat Employment (ACE), promovido pela OTAN.
A atividade ocorreu durante o exercício multinacional Ramstein Flag 26, considerado um dos mais relevantes do ano entre os que a Aliança organiza em território europeu.
Detalhes do desdobramento em Tervo e participação de Espanha e Polônia
Segundo a instituição, os F-35B empregados nas manobras pertencem ao Esquadrão de Caça e Ataque 224 (VMFA-224), e o local escolhido para as operações em rodovias foi a cidade finlandesa de Tervo. O USMC também informou que esse desdobramento foi conduzido entre 8 e 12 de junho.
Nesse mesmo período, registrou-se a presença de meios da Força Aérea da Polônia e de sua equivalente da Espanha, que também atingiram um marco: foi a primeira vez que ambas utilizaram essas estradas para operar.
Integração com aliados e reabastecimento no Ramstein Flag 26
Ainda de acordo com o USMC, os caças furtivos F-35B atuaram quase lado a lado com os EF-18 do Exército do Ar espanhol, além de F-16 enviados pela Polônia para a ocasião. Somou-se a isso a participação do Esquadrão de Apoio da Ala de Fuzileiros Navais 272, responsável pelas tarefas de reabastecimento de combustível ao longo da atividade.
Para o USMC, o exercício serviu não apenas para confirmar as capacidades de suas aeronaves e tripulações de forma independente, mas também para reforçar a integração com forças aliadas em áreas de combate extensas.
Declaração do comandante do Comando Aéreo Aliado
Sobre o tema, o tenente-general Jason T. Hinds, que atualmente atua como comandante do Comando Aéreo Aliado, declarou: “Esta edição do exercício Ramstein Flag abrange desde o extremo norte da Noruega até o sul da Espanha, demonstrando o enfoque integral da Força Aérea Aliada para defender cada centímetro do território da OTAN. A magnitude deste exercício é uma prova da determinação da OTAN de contrapor as ameaças modernas e emergentes por meio de operações distribuídas em todas as áreas de operações conjuntas da OTAN.”
Antecedentes recentes de exercícios aéreos na Finlândia
Vale lembrar que a Finlândia vem se consolidando como um dos cenários preferidos para que diferentes membros da OTAN testem a capacidade de operar - e, em especial, de se adaptar ao conceito de Agile Combat Employment (ACE). Nesse contexto, o país figura entre os primeiros a estruturar uma doutrina consistente de descentralização das operações, tirando proveito de rodovias e bases secundárias para desdobrar aeronaves militares e, assim, dificultar ataques de um potencial adversário.
Conforme noticiado por nós em 18 de junho, caças F-35B embarcados no porta-aviões da Marinha Real britânica HMS Prince of Wales operaram a partir da Base Aérea de Pirkkala para trabalhar o conceito ACE. Na ocasião, eles puderam executar manobras de reabastecimento em quente (hot-pit refueling), que reduzem o tempo em solo e ampliam a capacidade de geração de saídas em cenários de alta intensidade. Trata-se de um tipo de procedimento que também foi treinado recentemente pela Força Aérea Italiana, embora, nesse caso, tendo a localidade de Giola del Colle como cenário.
Aproveitando a menção à instituição italiana, também é útil recordar o emprego de seus próprios caças furtivos F-35B em território finlandês para operar a partir de rodovias durante maio passado - igualmente a primeira vez em que esse tipo de manobra foi registrado dentro da força. Naquele momento, as aeronaves também atuaram em conjunto com caças F/A-18 Hornet, além de um avião utilitário Learjet 35A/S do país anfitrião.
Voltando ainda mais no tempo, a Finlândia também foi selecionada para sediar o exercício Atlantic Trident 2025, ocasião em que reuniu um número expressivo de plataformas de diversos parceiros dentro da OTAN. Como divulgamos à época, as operações incluíram F-35A dos Estados Unidos, Eurofighter Typhoon do Reino Unido e os franceses Rafale, entre outros meios. No mesmo ano, rodovias finlandesas também receberam os caças furtivos adquiridos pelos Países Baixos, enquanto, em 2023, ocorreu o mesmo com exemplares da Noruega. Esses episódios - somados a outros - evidenciam o peso que o país passou a ter desde seu ingresso na Aliança.
Imagem de capa: Cpl. Mya Seymour
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