Nem sempre um grande sucesso nasce em estúdios caríssimos ou apoiado por campanhas gigantes. Um dos principais fenômenos musicais associados à Copa do Mundo de 2026 surgiu longe das grandes gravadoras e se espalhou pelo mundo ao unir criatividade, internet e inteligência artificial.
A faixa “Brasil com S”, produzida pelo mineiro Guilherme Maia - o DJ M4IA - passou de 1 bilhão de reproduções somando plataformas de streaming e vídeos compartilhados nas redes sociais. O que impressionou não foi só o volume de plays, mas também o método de produção: praticamente todas as etapas tiveram suporte de recursos de IA.
Um hit construído para a era dos algoritmos
A ideia por trás da música é objetiva. Em cima de uma batida inspirada no phonk - estilo que ganhou força em vídeos curtos e conteúdos virais - a letra vai citando os nomes dos jogadores convocados para a seleção brasileira.
Por ser direta e repetitiva, a estrutura da faixa facilitou que ela virasse trilha de milhares de vídeos em diferentes países. Mesmo sem entender português, muita gente foi atraída pelo andamento acelerado e por um refrão fácil de guardar na memória, o que ajudou a empurrar ainda mais o alcance.
Com isso, o que começou como uma criação independente virou um fenômeno digital que rapidamente atravessou as fronteiras do Brasil.
Como a inteligência artificial participou da criação
De acordo com o produtor, a inteligência artificial entrou em ação em várias etapas do projeto. Soluções generativas ajudaram a organizar a letra, refinar a métrica dos versos e definir a melhor maneira de encaixar os nomes dos atletas dentro do ritmo.
A tecnologia também contribuiu na elaboração das vozes e na estruturação de elementos sonoros que aparecem na versão final da música.
No videoclipe, a lógica foi semelhante. As imagens foram criadas a partir de comandos de texto enviados a plataformas de geração de vídeo por inteligência artificial, o que diminuiu custos e deixou o processo mais rápido.
Uma nova fase para a música digital
Com a inteligência artificial avançando continuamente, casos como esse sugerem que os próximos grandes fenômenos da música podem nascer em qualquer lugar - inclusive no computador de um produtor independente, trabalhando longe dos principais centros da indústria.
Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário