A Nvidia apresentou durante a madrugada o DLSS 5, a nova geração do Deep Learning Super Sampling. Como nas versões anteriores, a proposta é recorrer à inteligência artificial para elevar tanto a qualidade visual quanto o desempenho dos jogos - só que, desta vez, a receção não é unânime.
DLSS 5 da Nvidia: a maior mudança desde o ray tracing
De acordo com a Nvidia, o DLSS 5 representa o salto gráfico mais evidente da empresa desde a chegada do ray tracing. A promessa é ambiciosa: permitir que cada pixel tenha a sua própria iluminação dinâmica, com um resultado mais natural e realista.
A IA não ficaria apenas na luz. Segundo a fabricante, ela também atua na textura e na transparência das superfícies, ao mesmo tempo em que reconstrói a imagem sem contrariar a intenção visual definida pelos estúdios. Na prática, a Nvidia diz que o ganho é uma imagem mais refinada e convincente - a ponto de deixar muitas cenas com aparência quase cinematográfica.
As comparações de antes e depois divulgadas chamam bastante atenção. E há ainda um ponto extra na proposta: por se tratar de um cálculo realizado por software, a Nvidia indica que isso não necessariamente implica um peso maior no desempenho da placa de vídeo.
Requisitos e jogos compatíveis no lançamento (RTX 5000)
O DLSS 5 vai exigir uma placa de vídeo RTX 5000 e deve chegar primeiro a um número limitado de jogos já neste outono, incluindo Resident Evil Requiem, Assassin’s Creed Shadows, Oblivion Remastered e Starfield.
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DLSS 5 e a inteligência artificial que preocupa alguns jogadores
O DLSS já deixou de ser visto como “só mais um” recurso gráfico e, para muitos, virou um marco no videojogo. Desde 2019, a Nvidia vem apostando em IA para melhorar a experiência sem exigir tanta força bruta, com soluções como upscaling, ray reconstruction e frame generation. São técnicas engenhosas que acabaram inspirando concorrentes e que, no dia a dia, ajudam tanto quem desenvolve quanto quem joga. Nesse contexto, o DLSS 5 surge como um passo relevante não apenas para a Nvidia, mas para o setor como um todo.
Reações nas redes: mais detalhe… ou detalhe inventado?
Ainda assim, muita gente recebeu a novidade com ressalvas. Nas redes sociais, há quem suspeite que a ferramenta não se limite a calcular a iluminação em tempo real, mas que também use IA para criar detalhes que os criadores não tinham planeado - especialmente em rostos. Para esses jogadores, o efeito colateral seria uma imagem com aspeto mais “frio” e mais artificial. Outros aproveitaram a diferença para fazer piadas.
A análise do Digital Foundry e o caso dos modelos humanos
O site especializado Digital Foundry teve a oportunidade de destrinchar a tecnologia. A conclusão, de forma geral, é que o DLSS 5 impressiona nos cenários, mas ainda não convence por completo quando o assunto são os modelos humanos.
É só uma demonstração (e não um filtro)
Nos materiais exibidos pela Nvidia, a mudança no visual é profunda - isso é difícil de negar. Basta olhar para Resident Evil Requiem: a protagonista Grace aparece tão alterada que chega a ficar quase irreconhecível. Ao mesmo tempo, é importante lembrar que o que existe hoje é apenas uma demo de uma tecnologia que ainda não foi lançada.
Além disso, não se trata de um filtro aplicado por cima do jogo, e sim de uma ferramenta oferecida aos estúdios. Caberá a cada equipa decidir se vai adotar o DLSS 5 no futuro, como integrar a solução no fluxo de criação e de que maneira tirar proveito dela. A tendência é que, com o tempo, o uso se torne mais preciso e discreto nos próximos lançamentos.
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