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Gemini Intelligence promete revolucionar os smartphones Android, mas ficará restrita aos modelos mais potentes

Jovem usando smartphone prata ao lado de duas outras cores em mesa, com laptop aberto ao fundo.

Gemini Intelligence está prestes a mudar a experiência nos smartphones Android. Só que essa virada não vai chegar para todo mundo: a novidade deve ficar limitada aos aparelhos mais potentes, que atendem às exigências de hardware definidas pelo Google.

O que a Gemini Intelligence traz de novo no Android

Em maio, o Google apresentou uma leva de anúncios para o seu ecossistema. No universo dos smartphones Android, porém, a aposta mais importante do ano é, sem dúvida, a Gemini Intelligence. Mesmo com a versão atual do Gemini já sendo bastante útil no celular, a empresa quer avançar para um assistente capaz de executar tarefas mais complexas.

A proposta é permitir automações que envolvam várias etapas e que exijam alternar entre diferentes apps. Além disso, o pacote inclui recursos como a geração de widgets personalizados na tela inicial e uma nova aplicação de ditado, que converte fala em um texto “pronto para uso” em e-mails, mensagens de texto e afins.

Lançamento gradual: primeiros Galaxy e Pixel na frente

O problema é que o recurso não será liberado para todos os smartphones Android - nem mesmo para modelos recentes. No anúncio, o Google apenas afirmou que “os recursos da Gemini Intelligence serão disponibilizados gradualmente, começando pelos mais recentes telefones Samsung Galaxy e Google Pixel neste verão”.

A empresa também destacou que “passou meses refinando as capacidades de automação em várias etapas no Galaxy S26 e no Pixel 10 em aplicativos populares de entrega de comida e transporte por aplicativo para garantir que cada interação seja fluida”.

Exigências de hardware altas para rodar essa nova IA

Mesmo que a Gemini Intelligence chegue a marcas além de Samsung e Google, o aparelho terá de cumprir requisitos mínimos bastante rigorosos para ser compatível.

Ficha técnica mínima para suportar a Gemini Intelligence

No rodapé da página da Gemini Intelligence, no site do Android, o Google confirma: “Os recursos da Gemini Intelligence estão disponíveis apenas em dispositivos Android com as capacidades e especificações mais avançadas.” Em outras palavras, a novidade tende a ficar restrita aos topos de linha, com fichas técnicas fortes - e, ainda assim, nada é garantido só por se tratar de um modelo premium.

Como exemplo, o Google indica que a Gemini Intelligence funciona apenas com determinados processadores (sem divulgar a lista) e que o dispositivo precisa ter, no mínimo, 12 GB de memória RAM.

O Google também cita diversos critérios de qualidade e impõe requisitos de atualização. Para ser compatível com a Gemini Intelligence, o aparelho precisa ser elegível a pelo menos 5 anos de atualizações do sistema operacional e 6 anos de atualizações de segurança. Além disso, o dispositivo deve oferecer suporte ao AI Core e ao modelo de IA local Nano v3 do Google. E, de acordo com um documento técnico da empresa, a lista de smartphones compatíveis com esse modelo local ainda é bem curta (modelos premium recentes).

Como já mencionado, o Google ainda não divulgou a lista oficial e definitiva dos smartphones que conseguirão rodar a Gemini Intelligence. O que parece certo, porém, é que, no lançamento, essa relação deve ser bem limitada. A empresa provavelmente trará mais detalhes quando a Gemini Intelligence começar a ser liberada para os primeiros aparelhos compatíveis.

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