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Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil conduz levantamento geoespacial com drones no rio Quitandinha, em Petrópolis (RJ)

Soldado em uniforme camuflado controla drone com tablet próximo a rio e mapa aberto sobre pedra.

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Operação de levantamento geoespacial no rio Quitandinha

O Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil realizou, entre 4 e 8 de maio, uma ação de levantamento geoespacial na área do rio Quitandinha, em Petrópolis (RJ). Para isso, foram empregados sistemas de aeronaves remotamente pilotadas, destinados à captura de informações topográficas com alto nível de precisão. A atividade foi conduzida pelo Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), em cooperação com o Centro Tecnológico do Corpo de Fuzileiros Navais (CTecCFN), por intermédio do Laboratório de Simulação do Corpo de Fuzileiros Navais.

Como os dados serão aplicados na simulação hidrológica

O foco central da operação foi reunir dados georreferenciados para viabilizar a criação de modelos digitais do terreno e da calha do rio, abrindo caminho para a montagem de um ambiente virtual voltado à simulação hidrológica. As informações coletadas serão utilizadas na modelagem computacional de cenários de inundação e de escoamento hídrico, considerando diferentes situações de precipitação e níveis de acúmulo de água.

A partir desse estudo, será possível apontar trechos com maior propensão a alagamentos, examinar o comportamento hidrodinâmico do rio em condições críticas e sustentar a construção de cenários preditivos orientados à gestão de riscos e à resposta a emergências. A iniciativa ganha ainda mais peso operacional diante do aumento na frequência de eventos climáticos extremos em áreas urbanas densamente ocupadas.

Drones, sensoriamento remoto e uso dual: ganhos para o CFN

A atividade também fortalece a capacidade do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil no emprego de sistemas remotamente pilotados em missões de reconhecimento, sensoriamento remoto e obtenção de dados geoespaciais. Ao recorrer a drones, diminui-se o tempo exigido para levantar informações em campo e amplia-se o potencial de análise do terreno em ambientes complexos ou já degradados.

O projeto combina tecnologias de sensoriamento remoto, processamento digital do terreno e simulação computacional, acompanhando uma tendência de forças militares modernas na adoção de ferramentas digitais voltadas ao planejamento operacional e ao apoio ao processo decisório. Ao mesmo tempo, ressalta o caráter dual dessas soluções, que podem atender tanto a operações militares quanto a ações de defesa civil, monitoramento ambiental, gestão de crises e suporte à população em situações de desastre.

A criação de ambientes virtuais de simulação também possibilita testar, de forma preditiva, diferentes cenários hidrológicos, contribuindo para aprimorar protocolos de evacuação, planejamento logístico e a disposição de meios em operações de resposta rápida. A modelagem digital do ambiente operacional vem se afirmando, assim, como um multiplicador de eficiência em missões complexas.

Para além de aplicações ambientais, o conhecimento acumulado no uso de aeronaves remotamente pilotadas e na modelagem digital pode ser aproveitado em tarefas militares ligadas à leitura do terreno, reconhecimento tático, planejamento anfíbio e monitoramento de áreas de operações. A integração dessas competências eleva a consciência situacional e diminui a dependência de métodos tradicionais de levantamento.

A ação conduzida pelo CIASC e pelo CTecCFN evidencia o avanço progressivo do Corpo de Fuzileiros Navais da Marinha do Brasil na incorporação de capacidades associadas à guerra centrada em dados, ao sensoriamento remoto e à simulação virtual. Em um ambiente operacional cada vez mais condicionado pela velocidade de obtenção e processamento de informações, ferramentas de uso dual - como drones e sistemas de modelagem digital - passam a ter função estratégica tanto no domínio militar quanto em aplicações de interesse público e segurança ambiental.

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