Em 2025, o grupo Meta anunciou a aquisição da startup Manus, frequentemente chamada na imprensa de “o próximo DeepSeek”. Voltada a ferramentas de produtividade, a operação poderia fortalecer a Meta AI e colocá-la como concorrente do Claude no mercado corporativo. No entanto, os planos de Mark Zuckerberg não avançaram: a China decidiu bloquear o negócio.
A Meta quer se tornar um nome de peso em inteligência artificial, na mesma liga de OpenAI, Anthropic e Google. Para acelerar esse caminho, a empresa tem recorrido a grandes cheques. Em dezembro, por exemplo, o grupo confirmou a compra da Manus, uma startup de IA criada na China, mas que, segundo a CNBC, transferiu suas operações para Singapura.
Aquisição da Manus pela Meta: valor e foco em produtividade
A transação teria girado em torno de 2 bilhões de dólares. Para a Meta, isso significaria ganhar tração no campo da produtividade. A Manus desenvolveu um agente de inteligência artificial capaz de realizar tarefas complexas, incluindo programação, pesquisas e estudos de mercado.
Manus, “o próximo DeepSeek”, e o que o agente consegue fazer
Por esse perfil, a Manus acabou recebendo o apelido de “o próximo DeepSeek” em algumas publicações. O plano da Meta era manter a oferta dos produtos da Manus para a base atual de clientes e, ao mesmo tempo, incorporar a tecnologia ao seu próprio portfólio.
Por que a China bloqueou a compra da Manus
Esse desenho, porém, foi interrompido. O governo chinês barrou a aquisição ao alegar que ela não estaria em conformidade com suas regulações. Já a Meta, de acordo com a CNBC, afirmou ter seguido todas as leis aplicáveis. Ainda assim, fontes do Wall Street Journal dizem que a empresa já se prepara para desfazer a operação.
Um golpe para a Meta, que ainda não alcançou os gigantes da IA
Com a inteligência artificial se tornando um ativo estratégico, a decisão sugere que a China não quer ver um de seus campeões se transformar em braço de um grande grupo americano. Do lado da Meta, o bloqueio é um revés relevante: integrar a tecnologia da Manus à Meta AI poderia ajudar a acelerar a “superinteligência” defendida pela empresa e aproximar desempenho e qualidade do que hoje é oferecido pelos chatbots de OpenAI, Anthropic e Google.
Vale lembrar que, após o fracasso dos modelos Llama, o grupo Meta montou uma equipe totalmente nova, com especialistas recrutados entre concorrentes, e recomeçou do zero no desenvolvimento de novas IAs. O primeiro modelo dessa nova fase é o Muse Spark. Ele representou um salto expressivo frente aos antigos Llama da Meta, mas ainda não coloca a empresa no mesmo patamar dos líderes em inteligência artificial.
O que achamos
A compra da Manus funcionaria como um atalho para reforçar a inteligência artificial da Meta. Além disso, os produtos da startup ajudariam a Meta AI a se posicionar como concorrente do Claude. A Manus é, de fato, muito orientada à produtividade. A própria empresa diz ter trabalhado para que seu produto ofereça capacidades de IA “mais confiáveis e úteis em uma gama crescente de casos de uso reais”.
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