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11 cientistas ligados aos laboratórios mais sensíveis dos Estados Unidos somem ou morrem em circunstâncias estranhas

Homem analisando fotos conectadas por linhas vermelhas em um quadro de investigação em escritório iluminado.

Mortes suspeitas e desaparecimentos sem explicação: em três anos, onze pessoas ligadas aos laboratórios mais sensíveis dos Estados Unidos simplesmente deixaram de dar notícias. E a preocupação no país começa a ganhar corpo.

Em um intervalo de quatro anos, ao menos onze cientistas e funcionários conectados aos programas mais sigilosos dos Estados Unidos morreram ou desapareceram em circunstâncias consideradas perturbadoras. Entre os episódios citados estão um general da Força Aérea que sai de casa a pé, sem telefone e sem óculos, e nunca mais volta; uma engenheira da NASA que some durante uma trilha em uma área de mata; e um professor do MIT morto a tiros em frente à própria residência.

Casos que chamaram a atenção nos laboratórios sensíveis dos Estados Unidos

Os registros são diversos. William Neil McCasland, general aposentado de 68 anos, saiu de sua casa em Albuquerque em 27 de fevereiro e não deixou qualquer rastro. Ele havia comandado o laboratório de pesquisa da base aérea de Wright-Patterson, conhecido, entre outras coisas, por rumores envolvendo supostos destroços extraterrestres.

Outro caso é o de Monica Jacinto Reza, de 60 anos, especialista em motores de foguete no Jet Propulsion Laboratory (JPL), da NASA. Ela desapareceu em junho de 2025 enquanto fazia uma caminhada perto de Los Angeles.

Já Nuno Loureiro, de 47 anos, físico com especialidade em fusão nuclear, foi morto a tiros em frente à sua casa em dezembro de 2025. Dois meses depois, Carl Grillmair, astrofísico de 67 anos ligado ao Caltech, teve um fim semelhante: foi morto na varanda de sua residência.

Há ocorrências que datam de 2022 e outras de 2023. Envolvem tanto pesquisadores de alto nível quanto funcionários administrativos que, por função, tinham acesso a instalações classificadas. Ainda assim, todos compartilham ao menos um elo - mesmo que indireto - com a infraestrutura mais estratégica dos Estados Unidos: propulsão espacial, armas nucleares e inteligência aérea. Coincidência? As autoridades afirmam que agora querem tirar isso a limpo.

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Uma vasta investigação

O assunto chegou ao topo. O próprio Donald Trump mencionou os episódios: "Acabei de sair de uma reunião sobre isso. É coisa séria", disse ele recentemente à imprensa.

O FBI, por sua vez, anunciou oficialmente que vai "liderar os esforços para buscar conexões entre os cientistas desaparecidos ou falecidos", em coordenação com o Departamento de Energia e o Departamento de Defesa. A Comissão de Supervisão da Câmara dos Representantes também entrou no tema, declarando que fará disso "uma de suas prioridades" em nome da segurança nacional.

Especulações nas redes e a hipótese de ação estrangeira

Como era de se esperar, as teorias se multiplicaram. Nas redes sociais, há quem fale em uma campanha de eliminação direcionada conduzida por uma potência estrangeira. O Irã é citado por alguns, numa comparação com assassinatos de cientistas nucleares iranianos, atribuídos a Israel nos últimos anos.

Scott Roecker, especialista em segurança nuclear que trabalhou por quinze anos para o governo dos Estados Unidos, admite que a hipótese surge naturalmente, mas faz uma ressalva: "Os Estados Unidos têm milhares de cientistas e uma infraestrutura sólida. Não há nada de estratégico que um adversário poderia alcançar eliminando onze ou vinte deles".

Especialistas pedem cautela

E Roecker não é o único a reduzir a temperatura do debate. Investigadores, especialistas em segurança nuclear e familiares das vítimas afirmam que não existe, até aqui, um vínculo comprovado entre os casos. "As mortes e desaparecimentos estão espalhados por vários anos, em organizações diferentes e apenas vagamente afiliadas", afirma Joseph Rodgers, diretor adjunto do Project on Nuclear Issues, no Center for Strategic and International Studies - um dos think tanks mais influentes dos Estados Unidos. "Se todos os cientistas estivessem trabalhando no mesmo projeto, eu seria mais desconfiado", acrescenta.

Um ex-dirigente do Departamento de Energia também coloca os números em perspectiva: os laboratórios mencionados empregam, sozinhos, mais de 20.000 pessoas, e uma parcela grande atua em funções administrativas sem acesso a informações sensíveis. "As pessoas morrem. AVC, doenças cardíacas, suicídios, agressões. Isso acontece", resume.

Então, conspiração ou uma sequência trágica de coincidências? A Casa Branca diz que não vai "deixar nenhuma pista de lado".

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