Spotify e a Universal Music Group fecharam um novo acordo de licenciamento que abre caminho para a plataforma oferecer aos usuários uma ferramenta de IA capaz de gerar remixes e covers. Ainda não há uma data de lançamento confirmada para o recurso.
A ideia da Spotify é aproveitar IAs que criam música tanto para ampliar a receita do serviço quanto para repassar mais dinheiro aos artistas. Com o acordo, a empresa poderá disponibilizar um recurso em que usuários usem inteligência artificial para produzir covers ou remixes a partir de faixas de artistas e compositores que aderirem ao programa.
Como deve funcionar o recurso de remix e covers com IA no Spotify Premium
Apesar de a Spotify ainda não ter detalhado quando a novidade chega, já foi informado que ela será vendida como um “add-on” dentro da assinatura do Spotify Premium. Na prática, isso indica que quem quiser acessar a funcionalidade terá de pagar um valor adicional.
O que muda para artistas e compositores com o acordo
Um dos pontos centrais do anúncio é oferecer uma forma legal de adaptar músicas protegidas por direitos autorais usando IA - e, ao mesmo tempo, criar benefícios diretos para quem detém esses direitos.
Segundo a Spotify, o recurso deve virar uma nova fonte de receita para artistas, além do que eles já recebem pelas reproduções tradicionais na plataforma. “O que estamos construindo se baseia no consentimento, no reconhecimento e na remuneração dos artistas e autores-compositores participantes”, afirmou Alex Norström, co-CEO da Spotify.
Outros selos podem seguir o mesmo caminho
Também não foi divulgado quantas faixas do catálogo serão compatíveis com o novo recurso. Ainda assim, a parceria com a Universal Music Group pode ser apenas o primeiro passo.
Em outubro, a Spotify já havia sinalizado que buscava acordos com a indústria musical em torno de IA, citando outros nomes no anúncio. “Anunciamos nossa intenção de colaborar com a Sony Music Group, Universal Music Group, Warner Music Group, Merlin e Believe para desenvolver produtos de IA responsáveis que deem mais poder de ação aos artistas e aos autores-compositores que eles representam, e que os conectem aos fãs que os apoiam. Esperamos poder incluir outros detentores de direitos e distribuidores ao longo do tempo”, escreveu a empresa na ocasião.
O que a gente acha
Em um cenário em que a IA vinha sendo vista como concorrente de artistas “de verdade”, a Spotify tenta reposicionar a tecnologia como uma ferramenta capaz de aproximar músicos e fãs - e, de quebra, aumentar o potencial de ganhos do setor.
De qualquer forma, as IAs voltadas à geração de música estão ficando cada vez mais sofisticadas. Entre os destaques desse mercado está a startup ElevenLabs. Além disso, o Google desenvolveu o Lyria, um modelo de IA que cria músicas com letras e que já está disponível no Gemini. Em abril, o Google também apresentou um produto chamado Google Flow Music, que ajuda usuários “a criar, compartilhar e remixar música original.”
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