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Faltando poucos dias para o início de um dos exercícios mais relevantes da América do Sul, começa a ganhar forma o desdobramento de caças, helicópteros e drones que estarão no Exercício Multinacional Salitre 2026. De 29 de junho a 10 de julho, a Região de Antofagasta servirá de palco para que algumas das principais forças aéreas do continente testem, em conjunto, sua interoperabilidade e a capacidade de resposta combinada em um cenário exigente e multidomínio.
As atividades serão conduzidas com padrões da OTAN e têm como objetivo ampliar a cooperação entre os países participantes por meio de missões complexas voltadas à sincronização de ações nos domínios terrestre, marítimo, aéreo, espacial e cibernético. Para isso, as tripulações atuarão como uma coalizão multinacional com a tarefa de assegurar a passagem de ajuda humanitária e restaurar a paz em um ambiente fictício de conflito entre Estados. O exercício também prevê simulações de ataques, escoltas, supressão de defesas antiaéreas, apoio aéreo aproximado, ciberataques e operações de resgate. A seguir, um panorama dos principais sistemas previstos para integrar o exercício:
Força Aérea do Chile
Como país anfitrião, o componente aéreo chileno será centrado nos caças F-16 Fighting Falcon e F-5 Tigre III, os principais vetores de combate da FACh. Esse núcleo será complementado por aeronaves de transporte tático C-130 Hércules, helicópteros MH-60M Black Hawk, aviões de ataque leve A-29 Super Tucano e aeronaves de reabastecimento KC-135 Stratotanker, formando um conjunto apto a cumprir missões de superioridade aérea, transporte, resgate e apoio tático.
Embora tenham circulado especulações sobre uma possível presença de aeronaves de alerta antecipado E-3 Sentry, as autoridades chilenas não confirmaram oficialmente essa participação.
Os F-16 e F-5 serão a base do componente de combate do Chile, com suporte de meios de transporte, reabastecimento em voo e helicópteros de emprego tático.
Força Aérea Brasileira
O Brasil será um dos grandes destaques do Salitre 2026 com o envio dos F-39 Gripen, que farão sua primeira operação internacional fora do território brasileiro. A presença desses caças de nova geração aparece como um dos maiores atrativos do exercício e representa um avanço relevante na projeção regional da Força Aérea Brasileira.
Força Aérea dos Estados Unidos
Os Estados Unidos participarão com um conjunto que combina combate aéreo, operações especiais e vigilância aeroespacial, por meio do desdobramento de aeronaves F-16, aviões U-28 Draco e drones MQ-9 Reaper. Até o momento, os Reaper são a única participação confirmada de sistemas aéreos não tripulados no Salitre 2026.
Força Aérea Argentina
A Força Aérea Argentina contribuirá com os treinadores avançados IA-63 Pampa e aeronaves de transporte tático C-130 Hércules, reforçando sua presença em um dos exercícios combinados mais importantes da América do Sul e agregando experiência tanto em operações aéreas quanto em missões de apoio logístico.
Força Aeroespacial Colombiana
A Colômbia levará uma das delegações mais diversificadas do exercício, composta por aeronaves A-29 Super Tucano, helicópteros UH-60 Black Hawk e helicópteros de ataque AH-60L Arpía IV. Essa combinação de meios permitirá participação em missões de apoio aéreo aproximado, mobilidade tática e proteção de forças.
Força Aérea Paraguaia
A presença do Paraguai será composta por aeronaves A-29 Super Tucano, em seu primeiro desdobramento internacional, fortalecendo o componente de ataque leve do exercício.
Além do componente aéreo, o Salitre 2026 também incluirá forças especiais chilenas e estrangeiras para cumprir tarefas de resgate, extração de pessoas não combatentes e proteção da força multinacional. Essa abordagem renovada, com ênfase humanitária e multidomínio, evidencia a evolução do exercício em relação às edições anteriores e o consolida como uma das principais oportunidades de treinamento combinado do continente.
Imagens utilizadas em caráter ilustrativo.
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