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Cerimônia do bicentenário no Rio da Prata
A Zona Militar acompanhou a solenidade do bicentenário do Combate Naval de Los Pozos, evento promovido pela Armada Argentina nas águas do Rio da Prata para relembrar uma das ações mais marcantes da história naval do país. A programação incluiu a navegação de meios fluviais e navais a partir do Apostadero Naval Buenos Aires até o fundeadouro de Los Pozos, local onde ocorreu o confronto histórico liderado pelo Almirante Guillermo Brown em 11 de junho de 1826.
Autoridades, convidados e participação do público
A cerimônia reuniu o Chefe do Estado-Maior-General da Armada, Almirante Juan Carlos Romay, acompanhado por integrantes do Alto-Comando Naval, autoridades do Ministério da Defesa, representantes do Poder Legislativo, convidados e familiares descendentes de Guillermo Brown. Também estiveram presentes instituições de ensino convidadas especialmente e os vencedores do sorteio federal promovido pela Armada Argentina - iniciativa que permitiu a cidadãos embarcar e participar das atividades comemorativas.
Unidades navais destacadas do Área Naval Fluvial
Ao longo do dia, a Força empregou diversos meios vinculados à Área Naval Fluvial e à Divisão de Patrulha Fluvial. Entre as embarcações que tomaram parte da navegação comemorativa no Rio da Prata estiveram os navios multipropósito ARA Ciudad de Zárate e ARA Ciudad de Rosario, o aviso ARA King, duas lanchas de instrução para cadetes (LICA), unidades de patrulha fluvial e o navio hidrográfico ARA Petrel.
Passagens aéreas com aeronaves da Armada Argentina
O evento também contou com recursos aeronaval da Armada Argentina. Durante a solenidade, foram realizados dois sobrevoos em formação, com aeronaves T-34 Mentor e um Beechcraft B-200, que passaram sobre o agrupamento naval como parte das homenagens pelo bicentenário do combate.
Recordação histórica do Combate de Los Pozos
Um dos pontos centrais do ato foi a reconstrução histórica dos acontecimentos que marcaram o Combate de Los Pozos. Em uma narração alusiva, foi relembrado o contexto da guerra entre as Províncias Unidas do Rio da Prata e o Império do Brasil, assim como a atuação de Guillermo Brown à frente de uma força com meios significativamente inferiores diante da esquadra imperial brasileira. A evocação permitiu ao público revisitar os principais episódios de uma ação que acabaria consolidando-se como um dos marcos fundadores da tradição naval argentina.
Disparos cerimoniais e simbolismo do tributo
Durante a cerimônia, também ocorreram disparos cerimoniais de canhão, reproduzindo características típicas dos combates navais daquele período e dando um caráter simbólico ao tributo. Esse tipo de demonstração integrou as atividades planejadas pela Armada para aproximar o público de um dos episódios mais relevantes de sua trajetória institucional.
Falas de Romay e missões atuais da Armada Argentina
Em seu pronunciamento, o Almirante Romay retomou aspectos históricos ligados ao combate e ressaltou a atualidade das responsabilidades hoje assumidas pela Armada Argentina. Nesse sentido, mencionou a importância estratégica dos espaços marítimos e fluviais sob jurisdição nacional e o papel da instituição na vigilância, no controle e na proteção dessas áreas. As considerações foram associadas ao legado de Guillermo Brown e à continuidade da missão naval argentina, dois séculos após aquela ação.
Por sua vez, o Comandante da Área Naval Fluvial enfatizou o trabalho desenvolvido por essa organização ao longo do ano, com destaque para as atividades operacionais conduzidas nos rios e nas vias navegáveis do país. Também apontou a cooperação permanente com órgãos nacionais e as campanhas de saúde que a Armada realiza periodicamente em comunidades ribeirinhas, tarefas que compõem a presença contínua da Força em diferentes regiões do território argentino.
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