Stefan Weckbach na liderança da Mercedes-AMG
Após mais de dez anos na Porsche - com passagens também por outras montadoras - Stefan Weckbach vai assumir o comando da Mercedes-AMG a partir de 1º de julho do ano que vem.
Com uma trajetória consistente em estratégia de produto e desenvolvimento de veículos de alto desempenho, Weckbach também ficará à frente dos segmentos de performance e luxo da Mercedes, englobando AMG, Maybach e Classe G.
Antes dessa nomeação, ele ocupou cargos relevantes no Grupo Volkswagen e na Porsche AG. Na última década, atuou como chefe de produto de modelos como Taycan, Cayenne e Boxster/Cayman.
Segundo Jörg Burzer, membro do Conselho de Administração da Mercedes-Benz Group AG: “Ao nomear Stefan Weckbach, ganhamos uma liderança excecional para a Mercedes-AMG. Ele combina um profundo conhecimento de produto com fortes capacidades estratégicas e uma experiência abrangente no desenvolvimento dos segmentos de performance e luxo.”
Até a chegada de Weckbach, a AMG seguirá sob gestão interina de Michael Schiebe (diretor-executivo desde 2023), que, desde 1º de dezembro, integra o Conselho de Administração do grupo Mercedes-Benz, responsável por Produção, Qualidade e Gestão da Cadeia de Suprimentos.
Os desafios da Mercedes-AMG
A Mercedes-AMG vive hoje uma fase de pressão e decisões difíceis. A estreia do C 63 com motor de quatro cilindros, em 2022, provocou polêmica entre os entusiastas mais tradicionais da marca e não correspondeu ao que se esperava em vendas, mesmo com descontos expressivos - e o modelo que o substituirá deve voltar a usar um seis cilindros.
C 63, AMG One e ruídos no topo da gama
No universo ainda mais exclusivo dos hipercarros, a situação também exigiu intervenção: houve uma chamada de reparo de 219 unidades do AMG One, motivada por risco de incêndio, que atingiu 80% do total produzido.
Motores V8, Euro 7 e a virada para os elétricos
Há ainda obstáculos importantes no desenvolvimento de novos motores de alta performance. Sabe-se que a AMG trabalha em uma nova geração do seu V8, mas ela precisará atender à norma Euro 7, que passa a valer em menos de um ano.
Além disso, a transição para modelos 100% elétricos tem sido uma verdadeira “pedra no sapato”. Isso aparece não apenas no lado comercial, mas também no desafio de reproduzir a assinatura sonora e a experiência dinâmica que a AMG consolidou ao longo de muitos anos.
Em breve, chega a versão de produção do GT XX, um super sedã elétrico que inaugura uma nova plataforma e novos motores de fluxo axial, com 1000 kW de potência (1360 cv). Por isso, as expectativas e a responsabilidade sobre esse modelo são grandes para conduzir a AMG na era elétrica.
O novo diretor-executivo terá, portanto, a missão de equilibrar tradição e inovação.
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