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Starlink prepara constelação Gen 3 com 100.000 satélites, 10 vezes maior

Homem usando laptop em telhado com equipamentos tecnológicos e conexão digital ao amanhecer.

A Starlink está preparando uma constelação gigante, com 10 vezes mais satélites. A ideia é levar conexão a um número maior de pessoas, ao mesmo tempo em que se reduz a latência e se aumenta a velocidade.

Hoje, com mais de 10.000 satélites ativos, a Starlink já lidera o acesso à internet via satélite. Ainda assim, a procura pelos seus serviços - fundamentais para quem vive em áreas sem cobertura - continua em alta. Por isso, a SpaceX pretende colocar em órbita uma nova constelação que será 10 vezes maior.

Starlink “Gen 3”: pedido à FCC para uma constelação de 100.000 satélites

O plano não ficou apenas no discurso. Segundo a PC Mag, a SpaceX já iniciou o processo regulatório nos Estados Unidos ao protocolar um pedido junto à FCC, órgão que regula as telecomunicações no país, para viabilizar o sistema “Gen 3” da Starlink. A proposta envolve uma nova constelação com 100.000 satélites.

Melhorias prometidas para os utilizadores: órbita mais baixa, menor latência e “vários gigabits”

Além de crescer em escala, a constelação também viria acompanhada de mudanças pensadas para melhorar a experiência do utilizador. A arquitetura descrita para o novo sistema colocaria os satélites numa órbita mais baixa, o que, na prática, tende a diminuir a latência.

Ao mesmo tempo, a SpaceX quer oferecer uma velocidade de “vários gigabits” para mais pessoas em todo o planeta. Em outras palavras, a empresa mira uma evolução clara do serviço em relação ao que a Starlink entrega atualmente.

IA e a necessidade de grande capacidade de ligação de subida

De acordo com o que a SpaceX argumenta no pedido citado pela PC Mag, a atualização não serve apenas para acompanhar a procura; ela também seria uma forma de se antecipar a novos usos associados à inteligência artificial. “A IA exige uma capacidade de ligação de subida considerável para suportar dados espaciais e auditivos em alta definição, indispensáveis para a tomada de decisão em tempo real e para a automação industrial”, afirma a SpaceX no documento, segundo a publicação. “Sem isso, os Estados Unidos não conseguem ser competitivos na revolução da IA.

A SpaceX também prepara uma constelação de centros de dados

De qualquer forma, o número de satélites ativos da SpaceX pode crescer de maneira agressiva nos próximos anos. Isso porque a empresa de Elon Musk também pretende ganhar espaço no setor de inteligência artificial com a ideia de colocar centros de dados no espaço, numa tentativa de reduzir o custo energético do processamento.

Inclusive, como forma de simbolizar essa direção, a empresa teria rebatizado o seu laboratório de inteligência artificial, que agora se chama “SpaceXAI”.

Essa tecnologia ainda não foi testada pela SpaceX. Mesmo assim, caso o conceito se mostre viável, Elon Musk não descarta lançar até um milhão de satélites no espaço para sustentar os cálculos ligados à inteligência artificial.

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