A resposta do Irã ainda é aguardada.
Memorando EUA–Irã de 14 pontos, segundo a Axios
Será que o fim da crise já está à vista? De acordo com informações publicadas pela Axios, os Estados Unidos estariam muito perto de fechar um entendimento com o Irã com base em um memorando de entendimento de uma página, composto por 14 pontos.
Segundo o veículo, o material foi pensado para funcionar como um marco inicial para negociações nucleares mais profundas. Ainda assim, a cautela é inevitável: Washington continua esperando um retorno de Teerã sobre pontos considerados decisivos. Mesmo assim, conforme fontes ouvidas pela imprensa americana, desde o início do conflito nunca se esteve tão perto de um acordo.
O que o texto prevê: enriquecimento de urânio, sanções e o estreito de Ormuz
Entre as previsões do documento, estaria a de que o Irã “se comprometa a observar um moratório sobre o enriquecimento de urânio, que os Estados Unidos suspendam suas sanções e desbloqueiem bilhões de dólares em recursos iranianos congelados, e que as duas partes suspendam as restrições de trânsito no estreito de Ormuz.”
Um navio da CMA CGM é alvo
Como era de se esperar, as cláusulas do memorando seriam condicionadas à assinatura de um acordo final, o que significa que o risco de retomada das hostilidades não desapareceria por completo. Por enquanto, as conversas continuam entre representantes de Donald Trump - Steve Witkoff e Jared Kushner, que, para ser educado, não ficaram exatamente conhecidos por grandes habilidades diplomáticas no passado - e autoridades iranianas. Intermediários seguem fazendo a ponte entre os dois lados, que se recusam a se encontrar frente a frente.
O texto também afirmaria “o fim da guerra na região” e “o início de um período de 30 dias de negociações visando um acordo detalhado para a abertura do estreito, a limitação do programa nuclear iraniano e a suspensão das sanções americanas”.
Na rede Truth Social, Donald Trump - como de costume, generoso em superlativos e em letras maiúsculas - comentou a informação:
Supondo que o Irã aceite cumprir o que foi acordado – o que talvez seja uma suposição bem ousada –, a agora lendária operação “Epic Fury” chegará ao fim, e o bloqueio, de uma eficácia assustadora, permitirá que o estreito de Ormuz fique ABERTO A TODOS, inclusive ao Irã. Se eles recusarem, os bombardeios voltarão, e infelizmente serão de uma escala e de uma intensidade bem superiores ao que eram antes.
Enquanto se espera uma possível interrupção da guerra no Oriente Médio, a tensão no terreno continua alta. Falamos, inclusive, nesta manhã, do ataque contra um navio da companhia francesa CMA CGM, que deixou vários feridos. Para saber mais, é por aqui.
A cautela continua sendo a regra - e vale lembrar, por exemplo, o anúncio feito pelo Irã sobre a reabertura do estreito de Ormuz, que durou apenas algumas horas. Se esse acordo avançar, de todo modo, seria um alívio para a economia mundial, que, aconteça o que acontecer, ainda deve levar vários meses para se recuperar.
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