Os Estados Unidos celebraram, neste fim de semana, o seu 250º aniversário. De costa a costa, a data foi marcada por uma sequência de eventos - de feiras e shows de fogos de artifício a encenações históricas - além de inúmeras cerimônias oficiais.
Uma cápsula do tempo no centro da Filadélfia
Na Filadélfia, uma cápsula do tempo foi enterrada no coração da cidade. Dentro dela, foram colocados cinquenta itens, cada um destinado a representar um estado americano. No caso da Califórnia, o objeto escolhido foi um iPhone 17 Pro Max, na versão laranja que já ganhou status de cor icônica.
O aparelho foi acomodado numa cápsula de aço inoxidável com mais de 400 kg, acompanhado de “artefatos” digitais guardados no aplicativo Notas. Totalmente selada, a caixa só deverá ser reaberta em 2276 - daqui a 250 anos - durante as comemorações do 500º aniversário dos Estados Unidos (se o país ainda existir até lá).
Por que escolheram enterrar um iPhone 17 Pro Max?
A inclusão do iPhone 17 Pro Max tem muito mais valor simbólico do que prático. Afinal, quem encontrar a cápsula no futuro não conseguirá ligá-lo: a bateria já estará inutilizada há muito tempo, deteriorada com a passagem dos anos. Ainda assim, essas pessoas poderão segurar nas mãos um objeto que representa bem 2026 e, ao que tudo indica, em excelente estado de conservação.
Basta lembrar que um iPhone lançado em 2007, ainda novo, hoje é quase impossível de encontrar. Dá para imaginar, então, o peso histórico que um iPhone 17 Pro Max poderá ter em 2276. Nessa época, ele deve virar uma verdadeira relíquia.
Outros itens que retratam 2026 e a história americana
A proposta da cápsula é dupla: registrar objetos comuns do cotidiano de 2026 e, ao mesmo tempo, guardar peças ligadas à trajetória dos Estados Unidos. Entre os itens citados, estão também uma medalha de ouro dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2026, um fragmento da asa do primeiro avião dos irmãos Wright e uma pena de Old Abe, uma águia que serviu como mascote de um regimento durante a Guerra de Secessão (1861-1865).
O iPhone 17 Pro Max, por sua vez, é o único item de tecnologia presente. Isso naturalmente levanta a pergunta: por que não escolher o primeiro iPhone, de 2007, que é historicamente mais relevante? A Apple teria preferido incluir um objeto típico do nosso tempo, como forma de mostrar às próximas gerações como era a vida “normal” da época.
E, claro, há um componente de marketing nessa decisão. O iPhone 17 Pro Max aparece como um símbolo da cultura americana, um item “obrigatório”. A ironia é que, embora o telefone tenha sido desenvolvido na Califórnia, sua montagem é chinesa.
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