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MH370: Ocean Infinity ganha mais um ano até 2027 e mira 70 milhões de dólares

Mulher observa tela com mapa marítimo em sala de controle, com dois homens e monitores ao fundo.

Doze anos depois do desaparecimento do voo MH370, a busca pelos destroços ganha um último fôlego nas profundezas do oceano Índico. Com uma recompensa impressionante de 70 milhões de dólares em jogo, uma frota de robôs subaquáticos se prepara para a derradeira tentativa de esclarecer o maior enigma da aviação moderna.

O governo da Malásia confirmou a extensão oficial, por mais um ano, do acordo com a Ocean Infinity. Especializada em robótica marítima, a empresa com atuação nos Estados Unidos e no Reino Unido passa a ter prazo até 30 de junho de 2027 para encontrar os restos do MH370 no sul do oceano Índico.

Contrato estendido com a Ocean Infinity até 30 de junho de 2027

A parceria segue um formato financeiro especialmente arrojado: o modelo “no-find, no-fee” (sem encontrar, sem pagar). Na prática, a Ocean Infinity banca toda a operação com recursos próprios e só receberá a recompensa - uma soma colossal de 70 milhões de dólares - se conseguir localizar a principal parte do avião ou suas caixas-pretas.

Ainda há cerca de 7 400 quilômetros quadrados de fundo marinho a varrer dentro da área atual, que soma 15 000 quilômetros quadrados no total. A prorrogação também tem um componente operacional e comercial: entre novembro de 2026 e abril de 2027, a Ocean Infinity precisará realocar temporariamente seus sistemas para cumprir outros contratos, antes de concentrar suas últimas forças na missão.

Doze anos de mistério

Em 8 de março de 2014, o Boeing 777 da Malaysia Airlines decolou de Kuala Lumpur com destino a Pequim, levando 239 pessoas a bordo. Durante o trajeto, o avião desapareceu de forma repentina dos radares civis. Mais tarde, dados de satélite indicariam uma mudança drástica de rota para o sul, conduzindo a aeronave sobre o oceano Índico até o esgotamento do combustível.

As primeiras operações internacionais de busca se tornaram as maiores e mais caras já realizadas na história da aviação, mas não produziram resultados. Diante disso, a aposta mais concreta passou a ser a tecnologia: a Ocean Infinity opera veículos subaquáticos autônomos (AUV) capazes de descer a profundidades extremas.

Robôs subaquáticos e varredura em alta resolução

Como verdadeiros drones das profundezas, esses equipamentos fazem o mapeamento detalhado do leito oceânico com sonares altamente avançados. Eles percorrem áreas de relevo submarino mais acidentado, onde a pressão torna a presença humana inviável, em busca do menor fragmento metálico.

A esperança de um desfecho para os familiares

Com o passar dos anos, dezenas de peças levadas pelas correntes chegaram às costas da África Oriental e a várias ilhas do oceano Índico. Embora esses achados reforcem que o avião caiu nessa região do planeta, eles não bastam para determinar com precisão o que levou ao desastre.

Apenas a localização da fuselagem principal e a análise das valiosas caixas-pretas poderão eliminar as principais dúvidas. O governo da Malásia também destacou que a decisão simboliza o compromisso total de, enfim, oferecer respostas aos familiares das vítimas.


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