Decisão do Tribunal de Setúbal e pena de expulsão
O Tribunal de Setúbal condenou recentemente a 20 anos de prisão um homem de nacionalidade brasileira que matou a ex-mulher a facadas dentro de uma barbearia em Setúbal. Além da pena principal, foi aplicada a pena acessória de expulsão do território nacional, como havia sido proposto pelo Ministério Público.
Gustavo Maciel, de 26 anos, foi condenado no fim de maio por homicídio qualificado. No próprio dia do crime, foi ele quem avisou a PSP e, em seguida, se entregou.
O crime na barbearia Guga, em Setúbal
O homicídio aconteceu em 16 de junho de 2025, em Setúbal, no interior da barbearia Guga, na Praça Marquês de Pombal, perto da Avenida Luísa Todi, estabelecimento explorado por Gustavo Maciel.
Gustavo Maciel e a vítima, Iranilce Oliveira, haviam se casado no Brasil em 2018, depois se mudaram para Portugal e estavam separados desde 2024. Os dois têm um filho em comum, com cerca de seis anos, que está no Brasil.
Na data do crime, Iranilce contou ao ex-companheiro que tinha iniciado outro relacionamento amoroso, o que desencadeou uma discussão violenta. Durante o desentendimento, Gustavo Maciel pegou uma faca e desferiu vários golpes contra a vítima, causando lesões que acabaram por levar à morte.
Ação da PSP, socorro e encaminhamento do caso
Depois de consumar o crime, Gustavo Maciel permaneceu por cerca de uma hora dentro da barbearia, com o corpo da ex-mulher caído no chão. Ele não tentou esconder nem se desfazer do cadáver. Em seguida, foi até a esquadra da PSP, a poucas centenas de metros do local, e confessou o que havia feito.
Diante do relato do homem, que se apresentava alterado, agentes da PSP foram até o local com ele e encontraram a vítima com ferimentos de múltiplos golpes de faca e sem sinais vitais.
As equipes de socorro foram acionadas, mas, apesar das manobras de reanimação, a morte foi declarada no próprio local. Por se tratar de um homicídio, a PSP preservou a cena do crime e acionou a Polícia Judiciária de Setúbal, que prendeu o suspeito por homicídio qualificado.
Levado ao tribunal, ele acabou ficando em prisão preventiva. Foi julgado por homicídio qualificado e violência doméstica, tendo sido condenado pelo homicídio e absolvido do crime de violência doméstica, com pena fixada em 20 anos de prisão.
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