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Charles de Gaulle e grupo de escolta zarparam para o Exercício ORION 26 no Atlântico Norte

Pessoas e aeronaves sobre porta-aviões no mar com montanhas cobertas de neve ao fundo.

O porta-aviões de propulsão nuclear Charles de Gaulle e o seu grupo de escolta deixaram a base naval de Toulon para dar início à participação no Exercício ORION 26, um dos principais eventos de prontidão operacional das Forças Armadas Francesas. O grupo aeronaval deverá atuar no Atlântico Norte, com alcance previsto em direção a áreas do Ártico, dentro de um exercício conjunto, interforças e aliado, apoiado por forças parceiras.

A escolta do porta-aviões reúne navios franceses e de nações aliadas, evidenciando a capacidade do agrupamento de operar de forma integrada, em coalizão, em todos os domínios da guerra naval. Nas etapas seguintes do desdobramento, está prevista a incorporação de uma força anfíbia, que completará o componente naval do ORION 26.

Um exercício de alta intensidade e foco multidomínio

O Exercício ORION 2026 foi estruturado para cumprir objetivos operacionais de alto nível. Trata-se de um esforço de adestramento conjunto, interforças e aliado voltado a preparar as forças participantes para cenários de alta intensidade em ambientes complexos, contestados e multidomínio.

Entre as metas centrais estão: capacitar comandantes a planejar e conduzir operações multidomínio no contexto de um grande engajamento em território europeu; robustecer forças da ativa e da reserva, além das cadeias logísticas, para garantir desempenho em ambientes degradados; e reforçar a coordenação interministerial, assegurando resiliência nacional em situações de crise.

O ORION 26 também busca ampliar a interoperabilidade com aliados, especialmente considerando a certificação da Força Aérea e Espacial Francesa no âmbito do alerta ARF 2026, ao mesmo tempo em que testa e integra inovações tecnológicas como drones, inteligência artificial, guerra eletrônica, simulação avançada, interferência em satélites e meteorologia espectral.

De acordo com autoridades francesas, o exercício pretende ainda evidenciar a capacidade da França de liderar uma coalizão multinacional e de operar de forma integrada dentro de uma postura da OTAN diante de uma ameaça de grande escala.

Participação internacional e emprego de forças no ORION 26

O ORION 26 reunirá mais de 12.000 militares, 25 navios - incluindo o porta-aviões de propulsão nuclear Charles de Gaulle (R91) -, 140 aeronaves e drones, além de unidades terrestres distribuídas por diferentes regiões da França. As atividades incluem operações anfíbias e aéreas na costa atlântica, bem como manobras em terra sob comando da OTAN na região de Champagne.

Entre os países participantes está o Brasil, que enviará um contingente do seu Corpo de Fuzileiros Navais. As manobras ocorrerão entre 2 de fevereiro e 4 de março, configurando um exemplo de cooperação estratégica entre os dois países.

Contribuição do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil

Do lado brasileiro, foram selecionados dezesseis militares - três oficiais e treze praças - para integrar a missão. A primeira fase prevê o embarque a bordo do porta-helicópteros anfíbio PHA Mistral (L9013), onde serão realizados exercícios conjuntos e ensaios táticos, seguidos por operações em solo no território francês.

A preparação incluiu um processo de treinamento específico e a adaptação de equipamentos às condições climáticas europeias, com temperaturas variando entre 3°C e 9°C.

Projeção estratégica

Com o emprego do Charles de Gaulle e do seu grupo aeronaval no ORION 26, a França reforça a sua capacidade de projeção de poder naval e o seu papel em estruturas de defesa coletiva. O exercício é apresentado como uma plataforma-chave para avaliar a integração de forças aliadas, a condução de operações complexas e a incorporação de novas capacidades em cenários de conflito de alta intensidade.

Imagens obtidas na conta de Operações Militares da Marinha Francesa.

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