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KC-10 Extender pode voltar aos céus dos EUA com a Omega Air Tanker

Aeronave militar em voo sobre áreas rurais durante o pôr do sol, com outro avião ao fundo.

Capacidade de reabastecimento em voo pressionada

Derivado do Douglas DC-10, o avião-tanque de reabastecimento aéreo pode estar perto de reaparecer no espaço aéreo dos Estados Unidos, num desfecho pouco esperado.

Desde que foi aposentado em 2024, o McDonnell Douglas KC-10 Extender abriu um vazio importante na Força Aérea Americana (USAF). O planejamento contava que a Boeing entregaria sem grandes contratempos o KC-46, desenvolvido a partir do jato comercial 767-200ER.

Na prática, a combinação entre o atraso do KC-46 e perdas recentes de KC-135 encolheu de forma relevante a capacidade de reabastecimento em voo dos EUA - um componente central da máquina militar do país. Por isso, tem se tornado cada vez mais comum recorrer a jatos privados para abastecer caças e bombardeiros no ar, sobretudo durante exercícios.

Compra de KC-10 pela Omega Air Tanker

É nesse cenário que a Omega Air Tanker adquiriu mais 10 jatos KC-10 leiloados a partir de estoques da própria USAF. As aeronaves se somarão aos KDC-10 que a empresa já opera, comprados anteriormente da Real Força Aérea Holandesa.

Mesmo com a paralisação de voos envolvendo os trijatos DC-10 e MD-11 após o acidente da UPS - situação que também repercute sobre aviões de reabastecimento -, a companhia demonstra confiança de que conseguirá empregar as aeronaves.

Expectativa de liberação e serviços a aliados

A própria FedEx, que passou a ser a única operadora do MD-11 depois do acidente, espera que os jatos sejam liberados para voltar a voar em breve. A Omega segue a mesma linha de planejamento, conforme o presidente da empresa afirmou à Aviation Week: “Deveremos ter acesso a estes aviões (leiloados) em breve. E daí estaremos trabalhando para colocar o primeiro em operação e realizar serviços para os militares”.

Além de atender os EUA, a Omega presta serviços a diversos países aliados - principalmente da OTAN - e mantém também o KC-707, derivado do Boeing 707 civil, numa configuração praticamente equivalente à dos KC-137 usados no passado pela Força Aérea Brasileira.

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