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A OTAN iniciou, em 18 de maio de 2026, o Exercício Dynamic Mongoose 26, considerado seu principal treinamento anual de guerra antissubmarino (ASW) no Atlântico Norte. A atividade segue até 29 de maio e ocorre na Noruega, sob coordenação do Comando Marítimo Aliado (MARCOM). Segundo o Gabinete de Assuntos Públicos do MARCOM, as manobras reúnem unidades e tripulações navais e aéreas de nove países aliados em um ambiente multidomínio, combinando navios de superfície, submarinos e aeronaves de patrulha marítima no Mar da Noruega.
Escopo e Participantes
Conforme informado no comunicado oficial, esta edição integra as ações da Operação Arctic Sentry, voltadas a ampliar a presença e a prontidão dos Aliados no Alto Norte - área que vem ganhando peso estratégico. O exercício conta com submarinos da Alemanha, Holanda e Portugal, enquanto o Comando de Submarinos da OTAN (COMSUBNATO) assume o controle operacional das unidades selecionadas, de acordo com o cenário estabelecido.
De acordo com a descrição do Comando Marítimo dos Estados Unidos (MARCOM), aeronaves de patrulha marítima são disponibilizadas por Canadá, França, Alemanha, Portugal, Reino Unido e Estados Unidos. Já os meios de superfície vêm de Dinamarca, França, Alemanha, Holanda, Noruega e Portugal. A proposta de integrar capacidades aéreas, de superfície e submarinas é reproduzir condições de operação próximas do real, com os submarinos alternando entre papéis de caça e de evasão.
Durante a Conferência Pré-Exercício, entre os submarinos apresentados estavam o HNLMS Zeeleeuw, da Marinha Real Holandesa, e o NRP Tridente, da Marinha Portuguesa, ambos incluídos no grupo de submarinos do exercício. Também foi confirmada por Londres, no início deste mês, a presença do HMS Prince of Wales na área, como parte do destacamento britânico destinado ao treinamento de guerra antissubmarino (ASW) no Atlântico Norte e no Alto Norte.
O que disseram os comandantes da OTAN
O Comandante de Submarinos da OTAN, Contra-Almirante Bret Grabbe, da Marinha dos EUA, avaliou que exercícios desse porte são decisivos para sustentar a superioridade marítima da Aliança. “O exercício Dynamic Mongoose demonstra a capacidade da OTAN de operar em conjunto em uma das regiões marítimas de maior importância estratégica, reafirmando nosso compromisso com a segurança do Alto Norte e do Atlântico Norte”, declarou Grabbe, segundo comunicado do MARCOM.
A condução tática do grupo-tarefa fica a cargo do Grupo Marítimo Permanente 1 da OTAN (SNMG1), sob liderança da Comodoro Maryla Ingham, da Marinha Real Britânica. Nas palavras da oficial, o exercício constitui “a principal atividade de guerra antissubmarino da OTAN na região do Atlântico Norte a cada ano”, priorizando treinamento de alta intensidade e cooperação multinacional.
Trondheim e Stavanger, os centros operacionais
Na condição de país anfitrião, a Noruega assegura suporte logístico essencial ao exercício. Conforme a estrutura apresentada pelo MARCOM, Trondheim funcionará como o centro principal das operações de superfície, enquanto Stavanger concentrará o apoio às operações aéreas. Esse arranjo mantém o formato tradicional do Dynamic Mongoose, empregando o corredor marítimo do Alto Norte para integrar as capacidades aliadas diante de cenários subaquáticos complexos.
O Dynamic Mongoose 26 inclui táticas em atualização, novas tecnologias e lições extraídas de operações recentes, com a intenção de preservar as forças aliadas na linha de frente da guerra antissubmarino. A edição atual segue a lógica de eventos anteriores, nos quais a Aliança aprofundou o treinamento no corredor GIUK-N (Groenlândia, Islândia, Reino Unido e Noruega), como ocorreu no Dynamic Mongoose 25, realizado em maio do ano passado.
Dynamic Mongoose no âmbito da guerra antissubmarino da OTAN
O exercício figura entre as principais manobras anuais lideradas pelo Comando Marítimo Aliado, ao lado de treinamentos correlatos: Dynamic Manta, no Mediterrâneo, e Dynamic Merlin, no Mar Báltico. Em conjunto, os três sustentam um eixo central de adestramento contínuo da OTAN em guerra antissubmarino, somado a iniciativas nacionais que reforçam a prontidão geral.
O SNMG1 é um dos quatro Grupos Marítimos Permanentes da OTAN, responsáveis por assegurar presença e prontidão operacional contínuas em períodos de paz, crise e conflito. Ainda segundo o MARCOM, exercícios desse tipo apoiam as medidas de garantia da aliança e ampliam a interoperabilidade para operações no Atlântico Norte, no Mar Báltico e nas rotas de acesso ao Ártico, enquanto a Aliança conduz atividades paralelas em outros teatros.
Informações Essenciais sobre o Dynamic Mongoose 26
- Datas: 18 a 29 de maio de 2026 (doze dias).
- Diretor: Comando Marítimo Aliado da OTAN (MARCOM).
- País anfitrião: Noruega; bases em Trondheim (superfície) e Stavanger (aéreo).
- Comandante de Submarinos da OTAN: Contra-Almirante Bret Grabbe (Marinha dos EUA).
- Comandante do SNMG1: Comodoro Maryla Ingham (Marinha Real Britânica).
- Aliados participantes: Nove.
- Submarinos: Alemanha, Holanda e Portugal, sob controle do COMSUBNATO.
- Aeronaves de Patrulha Marítima: Canadá, França, Alemanha, Portugal, Reino Unido e Estados Unidos.
- Embarcações de superfície: Dinamarca, França, Alemanha, Holanda, Noruega e Portugal.
- Estrutura Operacional: Parte das atividades do Arctic Sentry.
Mais informações operacionais - incluindo detalhes sobre as etapas de detecção, rastreamento e interceptação - devem ser divulgadas nas próximas duas semanas. Conforme relatado pelo MARCOM, a Comodoro Maryla Ingham afirmou que “ao integrar recursos de superfície, subaquáticos e aéreos em tempo real, é possível oferecer um cenário de exercício realista que testa os navios participantes para garantir que estejam preparados para enfrentar potenciais ameaças no futuro”.
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