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Honda encerra as encomendas do Honda E e mira o CES 2024

Carro elétrico Honda e branco exposto em ambiente interno com fachada de vidro ao fundo à noite.

A Honda informou que vai interromper os pedidos do Honda E, o primeiro carro 100% elétrico de sua história. A decisão chega pouco menos de quatro anos depois de termos conhecido o modelo na companhia de Tiago Monteiro.

A marca relaciona o encerramento das encomendas à sua estratégia de eletrificação, que deve ganhar novidades já no começo do próximo ano, durante a CES (Consumer Electronics Show).

A tradicional feira de tecnologia realizada anualmente em Las Vegas (EUA) foi o palco escolhido para revelar uma nova família de automóveis 100% elétricos que a Honda pretende vender globalmente.

Vendas do Honda E e por que ficaram abaixo do esperado

Apesar do apelo do pequeno Honda E, sua trajetória foi mais curta do que se imaginava - e o desempenho comercial também não atingiu o que a fabricante projetava.

A Honda falava em 10 mil unidades por ano no mercado europeu, mas o melhor resultado foi de 3436 unidades em 2021, caindo para 2110 unidades em 2022.

Preço e autonomia do Honda E: os pontos críticos

Os motivos para essa performance são os mesmos que destacamos quando o testamos: preço de venda alto e autonomia.

Hoje, o valor passa de 41 mil euros - quantia que o coloca ao lado de alternativas elétricas bem mais robustas. Já a autonomia máxima, de pouco mais de 200 km (oficiais), também nunca foi um atrativo para muitos potenciais compradores, algo explicado em parte pela bateria compacta de 35,5 kWh.

À frente do seu tempo?

No fim das contas, é uma pena o caminho tomado pelo simpático Honda E. Ele chamou atenção pelo visual nostálgico e, ao mesmo tempo, ousado (a assinatura luminosa quase parecia saída de um concept de salão do automóvel), além de um interior bastante acolhedor, combinando de forma interessante tecnologia com materiais mais tradicionais, como tecido e madeira.

Além disso, o modelo trazia itens pouco comuns na época, especialmente em um carro de produção. Entre eles estavam as câmeras externas no lugar dos retrovisores e o conjunto de telas e instrumentos digitais que ocupava praticamente toda a largura do painel.

O que se segue?

Por enquanto, o único representante da Honda entre os automóveis 100% elétricos passa a ser o e:NY1 - que se lê mais ou menos como “anyone” -, mas com preço inicial perto de 55 mil euros.

Ainda assim, o SUV mais recente da marca japonesa não só oferece uma cabine mais espaçosa do que a do Honda E, como também conta com um sistema elétrico capaz de superar 400 km de autonomia máxima.

O próximo passo da Honda nos elétricos pode ser justamente o que já citamos acima: a apresentação de um novo concept - que parece bem futurista, como dá para ver na imagem acima -, na CES, prevista para o início de 2024.

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