O BMW M2 nunca esteve tão perto de um M4 - para o bem e para o mal.
Demorou, mas compensou. Fomos até a Serra da Arrábida para colocar o novo BMW M2 2023 à prova - como vocês sabem, é uma das nossas estradas preferidas.
Nesta geração G87, o modelo cresceu de ponta a ponta. E, quando a gente diz “em todos os sentidos”, é literalmente isso: tanto no que dá para medir quanto no que só aparece quando estamos ao volante.
Neste vídeo, explicamos tudo:
BMW M2 que parece um M4
O novo BMW M2 2023 passa a usar a plataforma CLAR, a mesma que encontramos, por exemplo, nos BMW M3 e M4.
Isso não é um detalhe - essa escolha mudou tudo. O M2 ficou mais espaçoso por dentro, ganhou conforto e elevou o nível de tecnologia. Como mencionamos no vídeo, é difícil encontrar pontos negativos no trabalho feito pelos engenheiros da marca.
Além disso, estão lá os elementos que deixam claro que se trata de uma versão M: os bancos, o volante, as borboletas atrás do volante e os submenus M Performance, exclusivos desta configuração.
No uso do dia a dia, este é o BMW M2 mais confortável de todos. Já para quem procura só diversão, talvez o ar mais complexo e sério desta geração do M2 não seja o melhor cartão de visitas.
Uma fatura pesada
Todo esse pacote de conforto e tecnologia cobrou uma conta «pesada» do BMW M2. Ele nunca esteve tão próximo do M4, mas, em troca, também chega ao maior peso da história do modelo: marca 1800 kg na balança.
Com isso, o espírito «leve» e «brincalhão» da geração anterior abre espaço para um BMW M2 mais rápido, mais eficiente e mais sério. Dá até a sensação de que a distância entre os dois modelos diminuiu.
Basta lembrar que os componentes são os mesmos - ainda que com calibrações diferentes: chassi, suspensões, motor e transmissão. A boa notícia é que dá para contornar essa seriedade desligando o ESP. Quando isso acontece, o nosso sorriso agradece, mas os pneus traseiros sofrem…
Deixou de ser um verdadeiro M2? Eu não iria tão longe. Mas é, com certeza, um M2 diferente do que estávamos acostumados.
Na ficha técnica, ele simplesmente apaga as gerações anteriores - e, na estrada, o resultado acompanha. Mesmo assim, ainda bate aquela saudade da irreverência de antes.
Preço mais elevado
A unidade que testamos sai por 105 mil euros. É o preço da evolução desta geração, bem distante do que a BMW cobrava na anterior.
Claro que dá para reduzir a conta. O novo BMW M2 parte de 88 mil euros. Mas, como a gente sabe, é quase impossível configurar um BMW sem passar os olhos na lista de opcionais.
Até porque alguns deles são praticamente obrigatórios. Separem algumas horas para fazer as contas.
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