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Chile avalia restringir companhias aéreas em investigação sobre tráfico de pessoas

Homem de terno planeja viagem com mapa e tablet em aeroporto, com aviões ao fundo e vista para montanhas.

Medida em estudo pelo governo chileno e pela DGAC

O governo chileno avalia impor limitações à entrada e à atuação de algumas companhias aéreas no país, no âmbito de uma investigação ligada ao tráfico de pessoas - iniciativa que pode mexer com a conectividade aérea regional.

De acordo com o Aviacionline, a Direção Geral de Aeronáutica Civil do Chile (DGAC) está examinando a adoção de restrições operacionais para empresas citadas na apuração, conforme reportagem do ch-aviation publicada em 26 de junho.

Investigação sobre tráfico de pessoas e uso de voos comerciais

A apuração se concentra na suspeita de que voos comerciais regulares tenham sido usados para viabilizar o deslocamento irregular de pessoas através das fronteiras. Apesar disso, os nomes das companhias aéreas sob investigação não foram divulgados oficialmente.

Ainda assim, a DGAC chegou a abrir um procedimento contra a Arajet, mas o processo acabou sendo revertido posteriormente.

Empresas mencionadas e rotas abrangidas

Outras duas empresas citadas - Aruba Airlines e Galistair - não têm certificado de operador regular emitido pela agência. A investigação alcança múltiplas rotas que ligam o Chile a países da região.

Segundo as informações reportadas, o Ministério do Interior e Segurança Pública chileno, em cooperação com a Polícia de Investigação (PDI), teria apresentado dados que associam determinados operadores a redes de tráfico humano. Diante disso, a DGAC considera caminhos que incluem desde a suspensão temporária das autorizações de voo até a revogação dos certificados de operação.

Efeitos na conectividade aérea e precedentes na América do Sul

Se a restrição for adiante, ela representará uma ação sem precedentes imediatos na América do Sul, embora Argentina e Peru tenham reforçado a fiscalização migratória em seus aeroportos nos últimos anos. Entidades internacionais apontam o Chile como país de trânsito e também de destino de vítimas de tráfico voltado à exploração laboral e sexual.

Caso implementada, a medida deve afetar diretamente a conectividade aérea, sobretudo em rotas com elevada demanda migratória. Companhias de baixo custo e operadoras regionais com forte presença no mercado chileno tendem a estar entre as mais impactadas.

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