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A mais de quatro décadas da entrada em serviço, a Força Aérea Mexicana (FAM) segue avançando no caminho para substituir seus caças Northrop F-5E/F Tiger II, hoje o principal vetor de defesa aérea do país. Entregues no início da década de 1980, esses aviões sustentaram por muitos anos a capacidade supersônica da instituição. Contudo, o envelhecimento da frota, a elevação dos custos de manutenção e a queda na disponibilidade operacional têm reforçado a urgência de uma troca.
Processo de substituição dos Northrop F-5E/F Tiger II na Força Aérea Mexicana
Durante o Tulum Air Show 2026, realizado na Base Aérea Militar Nº 20 (Aeroporto Internacional de Tulum), o comandante da FAM, Román Carmona Landa, confirmou que a força deu início formal ao processo de substituição dos F-5. O plano é incorporar doze novos aviões de combate até 2028.
Em entrevista ao veículo especializado Janes, o chefe da força afirmou: “El F-5 representa la mayor capacidad de México, pero es una tecnología antigua y estamos planificando su reemplazo a corto y mediano plazo”. No mesmo sentido, detalhou que há diferentes opções sob análise, incluindo o Lockheed Martin F-16 Block 70/72, o Saab Gripen E, além de plataformas de combate leve como o KAI FA-50 Fighting Eagle e o Leonardo M-346FA.
Requisitos operacionais e outros programas de modernização
Carmona ressaltou que a prioridade é selecionar uma aeronave que consiga executar missões de defesa aérea, reconhecimento e ataque ao solo, alinhada às necessidades operacionais atuais da FAM.
Paralelamente, o oficial confirmou iniciativas adicionais de modernização. Entre elas, está a compra de dois aviões de transporte Lockheed Martin C-130J-30 Super Hercules, cuja primeira entrega é esperada para o fim de 2027 ou o começo de 2028.
Esquadrão Aéreo 401: a atual capacidade supersônica de interceptação
Hoje, o Esquadrão Aéreo 401 é a única unidade da FAM equipada com interceptadores supersônicos. Ele opera a partir da Base Aérea Militar Nº 1, em Santa Lucía, e tem como missão principal proteger o espaço aéreo nacional.
A unidade conta com uma frota limitada de F-5E/F adquiridos entre 1981 e 1982 (dez monopostos e dois bipostos). Ao longo das décadas, após diversos acidentes, o total de aeronaves disponíveis para operação foi reduzido de forma significativa.
Alternativas em avaliação: F-16 Block 70/72, Gripen E e opções leves
Entre as alternativas estudadas, o F-16 Block 70/72 aparece como uma solução madura e amplamente comprovada, equipada com radar AESA APG-83, aviônicos de última geração e vida útil estrutural de até 12.000 horas. Sua presença regional é evidenciada por compras recentes, como a do Peru, somando-se a operadores históricos como Chile e Venezuela, além de sua recente incorporação na Argentina.
Já o Gripen E, desenvolvido pela Saab, se destaca por uma arquitetura voltada para a guerra em rede, pela fusão de sensores e pela elevada capacidade de sobrevivência em ambientes contestados. Na América Latina, ele já foi incorporado pelo Brasil.
Em um degrau inferior, o sul-coreano KAI FA-50 reúne, em uma única plataforma supersônica, funções de treinamento avançado e combate, com capacidade de carga de até 4,5 toneladas. Por fim, o M-346FA da Leonardo é uma solução LIFT com capacidades de ataque, apoio aéreo aproximado e inteligência tática, embora ofereça desempenho inferior quando comparado a caças supersônicos. A definição sobre a futura aeronave será determinante para os rumos da aviação de combate mexicana, num cenário em que a FAM busca recompor e modernizar suas capacidades de defesa aérea para as próximas décadas.
Imagens usadas apenas para fins ilustrativos.
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