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Île-de-France troca os UNOWHY Y13 com Windows pelo Asus Chromebook CM14 em 2026

Jovem usando laptop em sala de aula com outro laptop e livros sobre a mesa.

Os estudantes do ensino médio da região de Île-de-France devem se despedir (com alívio, dá para imaginar) dos antigos UNOWHY Y13, já cansados e rodando Windows, para receber, a partir do próximo ano letivo, novos Asus Chromebook.

Desde 2019, a Région Île-de-France coloca um notebook na mochila de cada aluno que entra no lycée. Depois de várias turmas equipadas com os Y13, que penavam com Windows - um sistema pesado demais para os processadores modestos desses aparelhos -, a mudança tende a ser bem-vinda. A partir de setembro de 2026, os alunos que ingressarem na Seconde vão receber gratuitamente um Asus Chromebook CM14 (código CM1406CM4A para quem gosta de detalhes), um modelo que troca o “peso” da Microsoft pela proposta mais leve do ChromeOS, o sistema da Google.

Entrega do Asus Chromebook CM14 e convivência com o UNOWHY Y13

Quem está na Première e na Terminale, por outro lado, ficará com o Y13 até o baccalauréat: por alguns anos, os dois ecossistemas vão coexistir nas salas de aula.

Para pegar o novo computador, os estudantes terão de passar pelo app da Região; um QR code individual funcionará como credencial no momento da entrega no lycée. Depois da distribuição, os responsáveis receberão uma confirmação no Pronote, indicando que o aluno retirou o equipamento. E afinal, o que esse CM14 oferece na prática?

Por dentro do CM14: hardware pensado para o uso em nuvem

Apesar de ter sido anunciado recentemente pela Asus (em 6 de maio de 2026), o CM1406 não tenta ser um “monstro” de desempenho. E isso faz sentido: para o dia a dia escolar, os alunos dificilmente precisarão de muito além do que ele já entrega. O modelo vem com um MediaTek Kompanio 540, um chip ARM de oito núcleos que dá um banho nos antigos Intel Celeron das primeiras levas do Y13. Ele é econômico, trabalha sem esquentar demais, aguenta bem um multitarefa leve e, como fica claro nas especificações, é compatível com padrões bem atuais.

Ao lado do processador, há 8 GB de memória LPDDR5x (bem rápida) e 128 GB de armazenamento eMMC (embedded MultiMediaCard). Esse conjunto é mais do que suficiente para iniciar em menos de 10 segundos e para manter vários abas do navegador sem engasgos - exatamente o tipo de uso que o ChromeOS privilegia.

Tela, portas e conectividade do CM14

A tela não é “de cair o queixo”, mas entrega um conjunto correto: acabamento antirreflexo e resolução Full HD (1920 × 1080 pixels). O painel ocupa bem o espaço da tampa (como costuma aparecer em fotos do produto) e, mesmo que o brilho não seja impressionante em um equipamento de entrada, nada disso impede atividades como editar arquivos no Word ou acessar o ENT.

Na conectividade, o pacote é simples, porém funcional: uma saída HDMI para monitor externo, duas portas USB-C full-function, uma USB “padrão” e conector combinado de fone/microfone. Também há Wi‑Fi 7 e Bluetooth 5.4 - padrões que ainda faltam em muitas máquinas vendidas por 800 euros. De acordo com a fabricante, o CM1406 pesa apenas 1,12 kg e promete até 23 horas de autonomia. É aquele número “de laboratório” que convém ler com cautela, mas ainda assim sugere que dá para atravessar vários dias de aula sem ficar disputando tomada.

Em resumo: é um computador de especificações relativamente modestas, porém, custando zero euro para o aluno (financiado pelos impostos dos responsáveis), entrega um custo-benefício simplesmente imbatível.

O lado ruim de depender de tudo online

A principal crítica possível é que o Chromebook só funciona plenamente com internet. Com esse novo PC, os alunos precisarão iniciar sessão usando as credenciais do monLycée.net; os arquivos serão organizados automaticamente no Drive regional, não no armazenamento local; e não há, de fato, aplicativos tradicionais instalados no aparelho. O Google Workspace roda no navegador - assim como o Microsoft 365.

Nesse cenário, os 128 GB do CM14 acabam atuando mais como um “buffer” entre o computador e a nuvem. É, provavelmente, o preço de um equipamento leve e fácil de administrar em larga escala - uma escolha que, para a Região, tem lógica, já que fica mais simples gerenciar o novo parque de máquinas. Por outro lado, o Chromebook só mostra seu melhor lado se o Wi‑Fi dos lycées não colapsar quando 30 pessoas tentarem se conectar ao mesmo tempo.

Se houver problema, o suporte será feito pela Asus e também pela rede FNAC-DARTY, o que traz um certo alívio, considerando a presença dessas lojas no território. Depois de aprovados no bac, os estudantes ficarão com o computador e se tornarão oficialmente os proprietários, livres para usar como quiserem, sem as restrições de software impostas pela administração regional. Quem não quiser mais o aparelho poderá devolvê-lo para que seja reaproveitado.

Até quando a Asus continuará dominando as mochilas em Île-de-France? Por enquanto, a Région não informou por quanto tempo dura o acordo com a fabricante taiwanesa. O que já está claro é que a anterior fornecedora, UNOWHY, sai de cena. Com o contrato chegando ao fim, a interrupção definitiva deve ocorrer em 2028, quando as últimas turmas com Y13 deixarem o lycée. É difícil não admitir: para uma distribuição pública voltada ao ambiente escolar, o CM14 é um equipamento surpreendentemente bem acertado - muita gente teria adorado ter algo assim ao lado dos cadernos Clairefontaine.

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