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Maior operação antidrone do FBI na Copa do Mundo de 2026 detecta mais de 1.100 drones

Três policiais usando colete à prova de balas operam drones e dispositivos eletrônicos em um terraço durante o dia.

Agências federais de segurança dos Estados Unidos identificaram mais de 1.100 incursões de drones em espaço aéreo restrito nas cidades-sede da Copa do Mundo de 2026. Até aqui, houve mais de 300 intervenções para conter ou neutralizar essas ameaças, e o FBI já apreendeu mais de 600 aeronaves não tripuladas. As autoridades classificam o esforço como a maior operação antidrone já vista no esporte.

Operação antidrone na Copa do Mundo de 2026

O torneio, organizado em conjunto por Estados Unidos, México e Canadá, passou a operar com um aparato de segurança de alto custo, conduzido principalmente pelo FBI, pelo Departamento de Segurança Interna (DHS) e pela Administração Federal de Aviação (FAA). A estratégia coloca um foco inédito na contenção de ameaças tecnológicas.

Como relata o Aviacionline, as forças de segurança já somam mais de 1.100 detecções e centenas de apreensões em estádios e áreas próximas. A operação foi estruturada para funcionar em escala internacional, combinando troca de inteligência em tempo real e técnicas avançadas de interdição voltadas à proteção de delegações e torcedores.

Detecções, ações mitigatórias e apreensões

Andrew Giuliani, diretor executivo da Força-Tarefa da Casa Branca para a Copa do Mundo, afirmou que, desde o início do evento, foram registradas 1.139 detecções de drones e mais de 300 ações mitigatórias.

Do lado do FBI, já foram apreendidos mais de 600 drones. Segundo o agente especial Doug Olson, coordenador da operação, os equipamentos estão sendo periciados e analisados no contexto de investigações que seguem em andamento.

Incidentes e centros de comando multinacionais

Até agora, o único incidente de segurança divulgado foi um tiroteio nas proximidades de uma zona de fãs em San Jose, Califórnia, que deixou uma pessoa morta e vários feridos.

Para sustentar a operação antidrone, os Estados Unidos destinaram centenas de milhões de dólares. O plano inclui centros de comando multinacionais nos quais agências de diferentes países compartilham dados e alertas em tempo real por meio do Centro Internacional de Cooperação Policial (IPCC) do FBI, localizado próximo a Washington.

Treinamento local e sistemas de interferência

Além do trabalho de coordenação, o FBI treinou dezenas de policiais locais nas 11 cidades-sede. Paralelamente, foram instalados sistemas de interferência e interdição em todas as sedes, reforçando a proteção do espaço aéreo durante toda a competição.

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