Após quinze anos no comando da empresa californiana, Tim Cook deixará a posição de CEO da Apple para John Ternus, engenheiro da casa desde 2001.
Uma era se encerra na história do Vale do Silício. Em um comunicado à imprensa extenso, a Apple anunciou nesta segunda-feira que Tim Cook, diretor-geral desde 2011, passará o bastão para John Ternus em 1º de setembro de 2026.
Hoje vice-presidente sênior de engenharia de hardware, Ternus se tornará o terceiro CEO na história da companhia de Cupertino, depois de Steve Jobs e do próprio Tim Cook. Vale lembrar, porém, que a Apple já teve 7 chefes desde 1981 antes da chegada de John Ternus.
Tim Cook vira Chairman, John Ternus é o novo CEO na Apple
A mudança foi aprovada por unanimidade pelo conselho de administração e é resultado de um plano de sucessão construído ao longo do tempo. Tim Cook não sai de cena: ele assumirá como presidente executivo do conselho, função na qual seguirá, entre outras frentes, atuando junto a líderes e formuladores de políticas públicas ao redor do mundo. Além disso, continuará investindo em outras empresas, como a Nike.
“John Ternus tem a mente de um engenheiro, a alma de um inovador e o coração para liderar com integridade.”
- Tim Cook, CEO de saída da Apple
Com 53 anos, John Ternus (clique para saber tudo sobre o perfil dele) entrou na Apple em 2001, na equipa de design de produtos. Ele foi avançando internamente até virar vice-presidente em 2013 e, em 2021, integrar a equipa executiva. Sob sua responsabilidade nasceram ou evoluíram alguns dos produtos mais emblemáticos da marca: iPad, AirPods, iPhone, Mac e Apple Watch. Também foi ele quem conduziu a introdução do iPhone Air, do MacBook Neo e do Apple Watch Ultra 3.
No comunicado, John Ternus diz estar “profundamente grato” pela oportunidade. A missão, segundo ele, é direta: levar adiante os valores e a visão que definem a Apple há meio século. “Eu tive a sorte de trabalhar com Steve Jobs e de ter Tim Cook como mentor”, declarou ainda.
Tim Cook deixa um legado gigantesco: em quinze anos, ele transformou a Apple na maior capitalização bolsista do mundo, multiplicando por onze o valor da empresa até chegar recentemente a 4.000 bilhões de dólares. Ele também estruturou uma divisão de Serviços com mais de 100 bilhões de dólares por ano e liderou a migração para os chips Apple Silicon, redesenhando profundamente a arquitetura tecnológica da marca.
O balanço de Tim Cook (2011–2026)
- Capitalização de mercado: de 350 bilhões para 4.000 bilhões de dólares (+1.000%)
- Receita anual: de 108 para mais de 416 bilhões de dólares
- Mais de 500 Apple Store no mundo
- 2,5 bilhões de dispositivos ativos no ecossistema
- Negócio de Serviços acima de 100 bilhões de dólares por ano
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Com a saída, chega o momento de avaliar o período de Tim Cook. Escolhido há quinze anos por Steve Jobs para sucedê-lo, Tim Cook não se destacou pela criatividade. Ainda assim, conseguiu transformar a Apple em um gigante da tecnologia e em uma das empresas mais bem avaliadas do planeta.
Entre os seus maiores sucessos, o Apple Watch e os AirPods estão, de longe, entre os mais populares. Tim Cook também soube expandir os serviços da Apple até torná-los a principal máquina de geração de caixa da empresa, ao lado do iPhone.
Por outro lado, Tim Cook não conseguiu acompanhar a virada da IA, precisou abandonar o projeto Apple Car e, sobretudo, colocou o Apple Vision Pro entre os maiores fracassos da história da empresa. Fazemos um ponto completo do seu balanço.
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