Às vezes, acompanhar o noticiário dá um desânimo. Por isso, selecionámos 3 informações que fazem bem.
É aquela história: notícia mesmo parece ser só quando algo dá errado - ninguém faz manchete para os “trens que chegam na hora”. Resultado: ficar de olho na atualidade pode ser bem deprimente. Sem minimizar as grandes ameaças e os desafios do nosso tempo, também existem boas novidades a acontecer - e elas nem sempre recebem a atenção que merecem. Ignorá-las é quase garantir o desespero. A seguir, três notícias recentes que ajudam a recuperar o sorriso.
Avanços no acesso a instalações sanitárias
Condições sanitárias precárias provocam, todos os anos, centenas de milhares de mortes. Isso acontece porque esse cenário facilita a disseminação de doenças como cólera, febre tifoide, hepatite A e poliomielite.
Ainda assim, há sinais claros de melhoria. De acordo com o Our World in Data, a proporção da população mundial com acesso a instalações sanitárias tem aumentado de forma constante, com uma aceleração visível na última década. Mesmo assim, mantendo-se o ritmo atual, a meta da ONU de cobertura universal até 2030 continua fora de alcance.
Brasil vai reduzir o tempo de trabalho
A Câmara dos Deputados aprovou uma emenda constitucional que reduz a semana de trabalho de 44 para 40 horas, sem corte salarial, para pelo menos 37 milhões de pessoas.
Com apoio do presidente Lula, o texto assegura dois dias consecutivos de descanso por semana, preferencialmente no fim de semana, e dá às empresas 14 meses para se adaptar. Com isso, o Brasil entra no grupo de países da América Latina que caminham na mesma direção, como México e Chile. Antes de valer, a emenda ainda precisa ser aprovada pelo Senado.
Nova Zelândia reforça a proteção de suas áreas marinhas
A Nova Zelândia anunciou a criação de cinco novas reservas marinhas na costa sul da Ilha Sul. Em conjunto, elas recebem o nome Te Au Roa o Te Rakihouia, uma homenagem aos navegadores ancestrais do povo Kāi Tahu, e abrangem quase 500 km² de habitats diversos.
Sob cogestão da tribo Kāi Tahu e do governo, essas áreas terão proibição rigorosa de pesca. Pinguins, albatrozes e leões-marinhos estão entre as espécies que devem ser beneficiadas por essa iniciativa.
Por hoje é isso. Se você gostou, vale reler a edição anterior desta rubrica para encontrar outras boas notícias que passaram relativamente despercebidas.
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