A seta é indispensável e seu uso é obrigatório, mas muitos motoristas deixam de acioná-la - e outros até usam, só que de um jeito errado.
Seta: obrigatória, mas frequentemente ignorada
Na prática, o que se vê é que esse recurso básico de sinalização ainda é negligenciado com frequência, apesar de ser essencial para indicar mudanças de direção e manobras.
O clichê sobre motoristas de BMW
Quando o assunto é seta, existe um clichê que se destaca mais do que qualquer outro: a ideia de que quem dirige BMW não usa seta. A própria BMW já entrou na brincadeira com isso, e o tema chegou até a virar mote de pegadinha no Dia da Mentira.
O que mostrou o estudo da Discover Cars
Só que, ao que tudo indica, esse estereótipo tem um fundo de verdade, segundo um levantamento da Discover Cars. Após analisar 1493 carros em seis pontos diferentes (cruzamentos e rotatórias), em um país europeu que não foi informado, apareceu um “vencedor”: BMW. Quase um quinto (19,3%) dos motoristas não acionou a seta.
A marca foi a que acumulou mais infratores, bem acima da média geral (11,4%). Ainda assim, os motoristas de outras montadoras também “não ficam para trás”. Logo depois da BMW vem a arquirrival Mercedes-Benz (14,7%), seguida de Renault (14,5%) e Audi (13,8%).
Também dá para notar que as marcas alemãs dominam a lista - cinco ao todo -, e que as premium são as que apresentam os piores resultados.
Uma possível explicação, segundo a psicologia
Para tentar justificar essa tendência, um estudo publicado no International Journal of Psychology chega à seguinte conclusão: pessoas “teimosas e desagradáveis” tendem a se sentir atraídas por carros de gama alta… Coincidência?
De toda forma, use a seta e use-a corretamente, tenha um BMW ou não.
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