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Review completo do Nothing Ear (3a): vale pelo preço?

Jovem sorridente ajustando fone de ouvido sem fio enquanto ouve música próximo à mesa com celular e estojo aberto.

A Nothing volta ao jogo com mais um par de fones true wireless: os Nothing Ear (3a). A proposta é clara: entregar o máximo gastando menos. Será que dá conta do recado?

Hoje, a Nothing já é uma marca bem presente no universo de tecnologia. Em 2021, ela estreou no segmento com um modelo que chamou bastante atenção, os Nothing Ear (1). Depois disso, a linha cresceu: veio headphone, fones abertos e também produtos mais acessíveis identificados pelo selo “(a)”. Agora, a empresa britânica apresenta o seu novo lançamento: os Nothing Ear (3a).

A receita permanece: preço competitivo, sensação de produto “premium” e um visual que se destaca. Com os Ear (3a), a Nothing segue fiel ao próprio estilo e entrega um conjunto bem consistente.

Preço e disponibilidade do Nothing Ear (3a)

Os Nothing Ear (3a) chegam em 8 de julho, tanto no site oficial da marca quanto em lojas parceiras. O preço é de 99 euros - um valor agressivo que reforça que já dá para encontrar fones com redução de ruído ativa por menos de 100 euros. No papel, parece ótimo. Mas como isso se traduz no uso?

Um design pop que continua funcionando muito bem

A Nothing não mexe no que deu certo nos Ear (3a). O design segue apostando em transparência e minimalismo. Esta edição 2026 aparece em várias cores: preto, branco, rosa e, principalmente, amarelo - justamente a versão em destaque e a que usamos no teste.

O visual reaproveita a linguagem do modelo anterior, os Ear (a) de 2024. O estojo mantém uma forma simples, com a câmara oval e bordas largas. Isso ajuda tanto na pegada quanto na manipulação, mesmo quando você está sendo esbarrado na rua (testado e aprovado). Além de leve (40 gramas), o formato arredondado evita marcar ou “estufar” o bolso. Por dentro, a proposta continua direta: botão de pareamento, encaixes bem resolvidos e o clássico código de cores da Nothing para diferenciar lado direito e esquerdo (vermelho e branco). É básico, e funciona.

A grande novidade desta edição 2026 é a chegada do LED “Matrix”, já embutido no estojo. A barra, que na prática é composta por três LEDs distintos, lembra a do Nothing Phone (4a). A ideia é oferecer informações rápidas: quando fica vermelha, indica bateria baixa; durante a recarga, ela vai “preenchendo”; e o piscar serve para sinalizar pareamento ou atualização. Direto ao ponto, útil e muito bem pensado.

Nos fones em si, a Nothing mantém a linha que vem construindo desde o começo. Eles pesam menos de 5 gramas, trazem ponteiras de borracha em quatro tamanhos (incluindo XS) e a haste transparente que continua chamando atenção. No ouvido, o encaixe segue excelente: mesmo correndo, não saem do lugar. Um padrão que muita marca poderia copiar. Tanto os fones quanto o estojo têm certificação IP54, ou seja, aguentam respingos e suor - um ponto importante para treinos. Vale lembrar também que o sistema de controles por pressão (press control) continua eficiente e personalizável.

Em design, o resultado é muito positivo. Dá para apontar que o plástico passa um pouco uma sensação de “brinquedo” (e o amarelo contribui para isso), mas, no geral, o acabamento agrada. A Nothing mostra mais uma vez que sabe criar identidade.

Som segue excelente e a autonomia ajuda muito

No áudio, a Nothing ajusta a fórmula com drivers de 12 mm (eram 11 mm na geração anterior). O som continua impactante, embora em alguns momentos as frequências graves soem agressivas demais - um truque comum para esconder limitações nos médios. Ainda assim, seja no rock, na eletrônica ou no clássico, o desempenho é bem convincente. Onde os Ear (3a) realmente brilham é na reprodução de vozes, o que os torna muito adequados para podcasts.

Aliás, a Nothing parece ciente desse ponto forte. Nos Ear (3a), a marca estreia o Audio Snapshot. Ao apertar (pinçar) as duas hastes ao mesmo tempo, dá para gravar uma nota de voz, que é transcrita diretamente no app Nothing X. A ideia é interessante e bem implementada, embora soe um pouco como recurso “extra”. Ainda assim, pode ser útil para jornalistas ou estudantes que queiram guardar trechos específicos de uma entrevista, de uma aula ou de um podcast. Faz sentido.

O grande destaque dos Ear (3a) é, claro, a presença da redução de ruído ativa. O ANC é bem forte, com atenuação que pode chegar a 45 decibéis. Ao colocá-los, o isolamento do ambiente é excelente, com música ou mesmo no silêncio. Perfeito para quem precisa trabalhar perto de colegas mais barulhentos e quer manter o foco.

Por outro lado, o modo Transparência (som ambiente) mostra limitações. Não chega a ser ruim, mas fica abaixo do que se encontra em modelos mais caros, especialmente ao lidar com ruídos de motor. Isso pode pesar para quem gosta de andar na rua ouvindo música, mas sem perder noção do entorno.

Outro ponto que merece destaque são os microfones com redução de ruído. Eles cumprem o que prometem: mesmo em um boulevard cheio, a outra pessoa entende você com clareza, apesar de motores e buzinas.

Por fim, um dos trunfos mais fortes dos Ear (3a) é a bateria. Cada fone traz 55 mAh, enquanto o estojo vem com 500 mAh. A Nothing promete até 10 horas sem ANC e 6 horas com ANC - e, nos nossos testes, isso se confirmou. Na prática, o conjunto entrega mais de 40 horas sem ANC e 25 horas com ANC. É um resultado na parte alta do mercado e ainda representa uma leve evolução em relação aos Ear anteriores.

Vale a compra?

A Nothing sempre foi muito boa em uma coisa: entregar produtos bem feitos, inspirados em modelos premium, mas com preço bem competitivo. Com os Ear (3a), ela repete esse acerto.

Eles não são impecáveis - o som ainda pode ser refinado e o modo Transparência fica um pouco atrás -, mas a experiência geral é excelente pelo que custa. Vale reforçar: são 99 euros. E parte do apelo vem, sem dúvida, do visual original e colorido (ou mais discreto, dependendo da versão), que chama atenção e ajuda a diferenciar o produto.

Então, vale comprar? Se você quer boa qualidade pelo melhor preço e aceita conviver com pequenos pontos fracos, os Ear (3a) são, sem exagero, uma das melhores escolhas do ano. Um trabalho muito competente da marca britânica.


Nothing Ear (3a)

Preço: 99 euros

Nota Global

8.5/10

Gostamos

  • Bom som
  • Design muito bem resolvido
  • Isolamento eficiente
  • Excelente autonomia
  • O preço!

Gostamos menos

  • Carcaça com aparência um pouco “barata”
  • Modo som ambiente ainda pode melhorar
  • Snapshot é legal, mas parece um gadget

Comprar os Nothing Ear (3a)

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