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SNA pede prudência sobre relatório do CENIPA na queda da Voepass em 2024

Dois pilotos em uniforme analisam documentos destacados, sentados em mesa no aeroporto com avião ao fundo.

Contexto: apontamentos preliminares e a queda da Voepass em 2024

O Sindicato Nacional dos Aeronautas (SNA) declarou preocupação com os apontamentos preliminares citados na reportagem de 8 de julho, publicada na Coluna da Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo, a respeito do relatório do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) sobre a queda da aeronave da Voepass em 2024.

Diante desse cenário, o SNA afirmou confiar que o CENIPA apresentará, no relatório final ainda não divulgado, uma avaliação rigorosa e fiel das causas e dos fatores que contribuíram para o acidente. O sindicato reiterou que segue empenhado em buscar melhores condições de trabalho para os aeronautas, com o objetivo de fortalecer a segurança da aviação para todos.

Auditoria do MTE e falhas internas na Voepass

De acordo com a auditoria conduzida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) logo após o acidente, foram apontadas falhas consideradas graves na gestão interna da Voepass. Entre elas, estariam jornadas excessivas, fiscalização inadequada do cumprimento de folgas e lacunas na gestão do risco de fadiga.

O SNA destacou que esse conjunto de condições pode ter levado a tripulação a um nível extremo de cansaço, o que tende a afetar o desempenho operacional na cabine de comando.

Fadiga humana e efeitos na operação, segundo a ICAO

Conforme a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO) e o Instituto do Sono de São Paulo, a fadiga humana figura entre os principais elementos que reduzem a capacidade operacional dos pilotos. Esse estado pode comprometer o nível de alerta, a consciência situacional, a velocidade de resposta a alertas e a tomada de decisão, sobretudo em contextos de elevada pressão.

Responsabilização, indenizações e vazamento de informações sensíveis

O SNA também se posicionou contra qualquer tentativa de atribuir culpa aos pilotos com base em informações que ainda não estejam consolidadas. Ainda assim, o texto ressalta que, em diversas situações, falhas de pilotos são determinantes para acidentes aéreos e que ninguém está automaticamente livre de culpa e de responsabilização.

Embora a investigação de um acidente aeronáutico não tenha como foco a definição de culpa, as vítimas e seus familiares têm direito a indenizações, obtidas por meio do devido processo criminal.

Por fim, o sindicato repudiou o vazamento antecipado de informações sensíveis e incompletas, por entender que isso pode gerar leituras equivocadas e prejudicar o andamento da apuração. Segundo o SNA, esse vazamento pode ter partido diretamente do Cenipa ou de outro órgão de investigação internacional.

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